Análise do Jogo: LEGO Pirates of The Caribbean: The Game

Por Ultra Downloads

Johnny Depp que me desculpe. Embora ele tenha vários papéis incríveis debaixo da manga, depois de Edward Mãos de Tesoura, Piratas do Caribe virou seu estigma. Assimilar sua imagem ao pirata Jack Sparrow não é mais uma novidade; já é corriqueiro. E é essa figura carismática que a gente vê no game LEGO, para os consoles.

LEGO Piratas do Caribe - O Game não muda a fórmula dos jogos baseados em filmes, trazidos para esse formato. Porém o tema foi mais do que conveniente para dar um respeito maior à série de títulos que são baseados nos jogos de montar, que, na infância, muita gente teve o prazer de brincar.

Para os adultos, nada melhor do que manejar um console para relembrar os velhos tempos. Mas LEGO ainda sofre um preconceito para quem olha de primeira. Por ser um jogo com aparência infantil, muitos torcem o nariz, mas porque não chegaram a jogar. Quando a experiência começa, a primeira impressão vai por terra. LEGO é bom.

Como aconteceu com Star Wars, Indiana Jones, Batman e Harry Potter, Piratas do Caribe foi transformado de modo que os jogadores tanto iniciantes quanto os que já estão acostumados se divirtam sem aquele compromisso de ser o melhor jogador do universo. Essa acessibilidade é o que faz da série uma das mais rentáveis já feitas.

Em questões gráficas, a TT Games (Traveler´s Tales), trabalhou com os detalhes mais legais vistos até aqui. Para se ter uma noção, o plástico dos bonecos reluz, reflete conforme a luz ambiente bate. O realismo do "brinquedo" dá um impacto positivo para quem gosta de gráficos bonitos. Durante o gameplay os detalhes aumentam, o que deixa Piratas do Caribe ainda mais convidativo.

Quem for explorar o título, terá muito pelo que passar. Os quatro longas da Disney foram adaptados. Sim. Você poderá adentrar até à última história do capitão viciado em rum, Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, que foi lançado recentemente nos cinemas.

Daí deve-se ter um cuidado, pois quem não viu o longa pode encarar isso como um spoiler. Por conta desse "probleminha", uma dica: jogue apenas as três primeiras histórias e deixe a última para quando assistir o filme. Melhor. Mesmo assim, todas as quatro tramas seguem a risca o que é visto nos longas: Sparrow vive em busca de liderança e se mete nas aventuras mais "cabulosas" o tempo inteiro. Seguido por seus amigos, a premissa original não se perde, porém o tempo de jogabilidade entre um mapa e outro é curto, mas nem por isso é decepcionante, é na medida.

O humor é notório. Não tem como não rir das presepadas armadas pelos personagens. É engraçadinho, por assim dizer, mas não beira o ridículo.

Há muito o que se fazer entre uma história e outra. Geralmente, quando pensamos em LEGO, a ideia que vem à cabeça é a de montar alguma coisa, certo? Sim. Porém, nesse caso o bom mesmo é desmontar, ou seja, destruir os cenários para ganhar pecinhas que, somadas no final de cada fase, lhe projetam recompensas. Aí uma dificuldade: são muitas peças espalhadas pelos cenários. Nesse caso, como circulamos dentro de navios cheios de compartimentos, encontrar todas se faz uma tarefa de Sherlock Holmes.

Já em outras ambientações você consegue encher a barra principal, que é o que te faz um "Pirata de Verdade" ou True Pirate. Pegar itens embaixo d'água é recorrente e enfrentar hordas de inimigos chatos também. Nesse caso, a câmera não ajuda. Embora seja um jogo com profundidade 3D, a camêra não se movimenta assim. Não dá pra ter uma visão geral e na hora de colher peças ou encontrar caminhos para a resolução dos puzzles, a visualização é uma bela pedra no sapato. Gera uma bagunça tamanha, que enquanto você "senta" a espada nos oponentes, você se perde e já não sabe quem é quem. O 2D tradicional, nas vezes em que se apresenta, perde a força e vira um estorvo.

A impossibilidade de se ter uma panorâmica também fará com que você perca alguns objetos especiais, exceto quando você empunha a bússola descontrolada do Jack, que apesar dos pesares, te guia para onde está uma pá para desenterrar isso ou aquilo, ou até uma bola de plástico para presentear um chinês que está no meio do caminho. Soa meio surreal, mas é assim mesmo.

Em relação aos comandos do joystick nada foi alterado, fazendo com que a percepção das ações seja muito mais fluente e rápida. O que não dá para acrescentar muito, pois a jogabilidade é muito simples, como já disse antes.

Uma coisa que faz com que a ânsia de jogar aumente, se resume em uma palavra: colecionar. Vários bonequinhos estão ali pra isso. Conforme você desenvolve, muitos personagens devem ser coletados para que você preencha um menu com a silhueta de seus respectivos donos, como guardar figurinhas para um álbum. Será nas fases que você resgatará personagens que se agregarão à sua coleção, além de poder comprá-los com os pontos que vai se acumulando.

A trilha sonora se ajusta exatamente a mesma dos filmes. Não muda. O que dá, para quem assistiu a franquia, a manha de cantarolar as músicas que são verdadeiros chicletes instrumentais, originalmente compostos por Klaus Badelt e seguido por Hans Zimmer, de Batman - O Cavaleiro das Trevas e A Origem.

A simplicidade impera sorrateira entre os games da atualidade com seu conteúdo extremamente realista. Seja como for, o que vira clássico nunca sai de moda. A série LEGO é um desses casos.

Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 9,0
Nota Geral: 9,0