11 produtos que irão aquecer o mercado de games em 2013

Por Caio Carvalho | 21 de Janeiro de 2013 às 08h15
photo_camera The Verge

Foi-se a época em que jogar videogame se limitava a sentar no sofá e usar um controle de mão em frente à TV. Projetos recentes no Kickstarter e o anúncio de novos equipamentos durante a última Consumer Eletronics Show (CES) prometem levar o usuário a novas experiências dentro e fora de casa, além de acabar com o domínio da Sony, Nintendo e Microsoft na indústria dos jogos eletrônicos.

Em meados do ano passado, o Ouya deu as caras na internet com a proposta de democratizar o uso dos videogames e permitir o desenvolvimento e modificação de apps de acordo com as preferências de seu dono; depois, veio o GameStick, o console portátil que se transforma em um pen drive de jogos. E não acaba por aí: a Valve anunciou o Piston, um aparelho portátil que leva todas as ferramentas do Steam para a televisão, enquanto a Razer vem com o tablet de alta performance Edge.

Mas as gigantes da tecnologia não vão ficar para trás. Em junho acontece a Electronic Entertainment Expo (E3), a maior feira de games do mundo, e é lá que Sony e Microsoft devem revelar com detalhes os aguardados sucessores do PlayStation 3 e do Xbox 360, que irão concorrer com o já lançado Wii U.

Como você viu, este será um ano quente para o mundo dos jogos. E para você se programar, o Canaltech listou 11 produtos que devem aparecer nas lojas até dezembro e fazer de 2013 um ano histórico na indústria dos videogames.

1. Edge, da Razer

Quem já jogou em um tablet sabe a dificuldade de realizar comandos na tela; às vezes eles não respondem ou simplesmente executam outro tipo de ação, tornando a jogabilidade chata e cansativa. Para mudar esse cenário, a Razer apresentou um tablet com dois controladores nas laterais - que podem ser desacoplados para facilitar o transporte - que incluem botões de ações e analógicos, tornando o dispositivo em um console portátil apto para concorrer com o Nintendo 3DS e o PlayStation Vita.

O Edge possui tela de 10 polegadas sensível ao toque com 1.366 x 768 pixels de resolução e vem equipado com o sistema operacional Windows 8, com acesso à Windows Store. Será possível rodar desde títulos mais simples da loja até games mais pesados, que também poderão ser jogados por um joystick do Xbox 360 graças a entradas HDMI e USB. Há ainda um acessório com teclado e bateria extra que transforma o aparelho em um notebook convencional.

De acordo com a fabricante, o Edge será vendido a partir de março deste ano, em dois modelos: o Básico terá processador Intel Core i5, placa de vídeo Nvidia GT640M LE GPU, 4 GB de memória interna e SSD de 64 GB para armazenamento; já o Pro virá com processador Intel Core i7, placa Nvidia GT640M LE GPU, 8 GB de RAM e disco SSD de 128 GB. Os preços variam entre US$ 999 e US$ 1.300.

2. Project Shield, da Nvidia

Conhecida mundialmente por suas placas de computador, a Nvidia agora terá o seu próprio console portátil. O Project Shield, segundo a companhia, é a união do Android com o PC e vai permitir ao usuário jogar seus games preferidos onde estiver.

O Shield usa o novo processador quad-core Tegra 4, tem saída HDMI, microUSB e saídas para fone de ouvido de 3,5 mm, além de um slot microSD para armazenamento de dados, todos os botões de ação e dois analógicos. O display de 5 polegadas sensível ao toque (com resolução de 1.280 x 720) pode ser fechado para diminuir o tamanho do dispositivo.

Todos os serviços e ferramentas do sistema operacional Android estarão disponíveis no Shield, o que inclui os aplicativos da loja Google Play. A Nvidia afirma que o produto terá bateria com duração de cinco a dez horas seguidas, e que jogos instalados no computador poderão ser rodados no console através de uma rede sem fio local. Este recurso só será possível se uma placa de vídeo da companhia estiver instalada no PC.

Com lançamento agendado para 2013, o Project Shield ainda não teve seu preço divulgado.

3. Piston, da Valve

Produzido em parceria com a startup Xi3, a Valve apresentou na CES 2013 o Piston, que ao contrário dos rumores, não é o Steam Box. Em entrevista ao site The Verge, Gabe Newell, CEO da Valve, disse que outras empresas poderão usar suas tecnologias para levar o Steam para a TV através do recurso Big Picture. "Este [o Piston] não será o nosso único aparelho", afirmou.

O Piston não é exatamente um console, mas sim um mini-computador com configurações para rodar jogos pesados via streaming no televisor usando uma conexão HDMI. Contudo, o dispositivo possui um hardware modular, ou seja, será possível modificá-lo fisicamente e trocar seus componentes, desde o processor até a memória RAM. O PC de mão é equipado com o sistema operacional Linux, mas o usuário poderá instalar o software de sua preferência.

Não foram reveladas as especificações técnicas do Piston, mas sabe-se que sua arquitetura é baseada no modelo X74. O X74 possui processador AMD R-464L quad-core de 3,4 GHz, 4 GB ou 8 GB de memória RAM e diversas entradas para armazenamento e conexão, sendo elas oito portas USB (4 só do tipo USB 3.0), quatro conexões eSATA e saídas Mini DisplayPort, HDMI e DisplayPort. O aparelho custa US$ 999, mas a Valve planeja lançá-lo com valores mais competitivos.

4. GamePad, da ARCHOS

Também presente na CES 2013, o GamePad é um híbrido de tablet e console portátil. Com tela de 7 polegadas sensível ao toque, slot para cartão microSD de até 64 GB e 14 botões de ação e analógicos nas laterais, o aparelho é fabricado pela ARCHOS e deve ser lançado no início deste ano por cerca de US$ 200.

O videogame é equipado com um processador dual-core de 1,5 GHz Cortex-A9 e uma GPU quad-core Mali 400mp, tornando o produto inferior aos concorrentes - como o PS Vita, da Sony. Por outro lado, o GamePad possui o sistema operacional Android 4.1 (Jelly Bean), permitindo acesso ao extenso catálogo de jogos da loja virtual do Google. Além disso, tem Wi-Fi e mini-conectividade HDMI.

O grande diferencial, contudo, é a capacidade do portátil mapear automaticamente os jogos voltados para dispositivos com telas touch e converter seus comandos para os controles físicos direcionais e analógicos. Outro destaque é a possibilidade de passar a imagem do display para uma HDTV e melhorar a experiência de uso.

5. Rift, da Oculus

Depois dos sensores de movimento, o futuro das próximas gerações dos videogames deve incluir óculos de realidade virtual aumentada. Até existem algumas versões disponíveis hoje no mercado, mas nada se compara ao Rift, da empresa Oculus.

O Rift também teve início no Kickstarter, e atingiu sua meta de US$ 250 mil em agosto de 2012. Os primeiros protótipos do aparelho possuem telas LCD de 5, 6 e 7 polegadas com resolução de 720p HD, pesam 220 gramas e têm entradas DVI e USB (para energia). De acordo com a fabricante, a primeira versão do dispositivo foi montada com apenas US$ 300 (cerca de R$ 610), usando peças consideradas simples para esse tipo de tecnologia.

Seu funcionamento consiste em um conjunto de sensores na frente dos óculos que inclui giroscópio, acelerômetro e magnetômetro, e que são usados para rastrear o movimento da cabeça do usuário no espaço tridimensional. Feito isso, os dados são enviados para um sistema de controle que determina como o personagem do jogo irá se mover pelos cenários, que são exibidos em tempo real nas duas lentes do display (uma para cada olho). Isso evita que o game trave durante a jogatina.

Ainda não há data oficial para o lançamento do Rift.

6. Ouya

O primeiro console de arquitetura open-source teve apoio de mais de 63 mil pessoas e arrecadou mais de US$ 9 milhões no site de financiamento de projetos Kickstarter. Agora que já se tornou realidade, o Ouya entrou em fase final de produção e suas primeiras unidades já foram enviadas a desenvolvedores de jogos e ferramentas para a plataforma, que tem lançamento previsto entre março e abril deste ano e será vendida por US$ 100 (R$ 200).

Quanto ao hardware, o mini-console é equipado com processador quad-core Tegra3 da Nvidia, 1 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento interno. Suas medidas ainda não foram especificadas, mas o dispositivo é tão pequeno em relação a seus concorrentes - PlayStation 3, Xbox 360, Wii U - que cabe com facilidade na palma da mão.

Além de empresas, usuários comuns poderão criar novas aplicações independentes para o Ouya e colocá-las na loja online do console - como um app de emulação, por exemplo, que permite a instalação de games clássicos do Super Nintendo e do Nintendo 64. Também vale lembrar que, por ter instalado o sistema operacional Android 4.1 (Jelly Bean), todos os apps e serviços da Google Play estarão disponíveis para acesso.

7. GameStick, da PlayJam

Criado pela fabricante de acessórios eletrônicos PlayJam, o GameStick é um videogame do tamanho de um pen drive que, seguindo os mesmos passos de seu "irmão mais velho" Ouya, será voltado para a portabilidade e acessibilidade por todos os públicos.

O aparelho vem equipado com um processador Amlogic de dois núcleos e o sistema Android 4.1 (Jelly Bean). O mini-console possui um controle que funciona através de conexão sem fio Bluetooth e reserva um compartimento para guardar o pen drive, que é conectado na entrada HDMI do televisor, dispensando o uso de qualquer tipo de cabo ou tomada para ligá-lo à TV.

A fabricante garante que já existem cerca de 200 títulos com preços competitivos que se encaixam na proposta do GameStick, entre eles os jogos da loja Google Play. Além disso, a PlayJam afirma que conversou com mais de 250 desenvolvedores - incluindo Madfinger e Disney - para trazer mais games ao console, que deverá ser vendido em abril deste ano por US$ 80 (cerca de R$ 160).

8. IlumiRoom, da Microsoft

Possível ferramenta do novo Xbox, o IllumiRoom é um projeto desenvolvido pelo Departamento de Pesquisas da Microsoft que trará uma experiência muito mais imersiva aos jogos de videogame do futuro. O protótipo expande as imagens do game exibidas na tela da TV para todo o ambiente e transforma sua sala de jogos em um cenário de realidade aumentada.

O recurso funciona usando um projetor que amplia a imagem do jogo para fora da tela do televisor, enquanto o Kinect detecta automaticamente o tamanho da sala e, assim, ajusta o conteúdo do game ao local onde o jogador está. Dessa forma, o usuário sente como se estivesse ali naquele cenário, já que prédios, explosões e outros elementos são expostos ao seu redor.

Em um vídeo de demonstração, é possível notar que a tecnologia foi usada em um Xbox 360, mas provavelmente estará disponível para outros aparelhos da companhia. Além disso, a equipe da Microsoft Reseach afirma que a gravação foi feita durante uma sessão em tempo real, ou seja, não é uma montagem criada a partir de várias capturas.

9. Steam Box

O mini-PC Piston, apresentando na CES, ainda não é o Steam Box oficial. Mas a Valve já avisou que vai lançar em 2014 o próprio hardware voltado para o mundo dos videogames que vai competir com os consoles de mesa já conhecidos do mercado, como o Xbox 360 e o PS3.

Através do modo Big Picture - que já está disponível para os usuários -, o aparelho vai levar todas as ferramentas e serviços da loja online de jogos eletrônicos Steam direto para TV. Gabe Newell, presidente da companhia, disse ao The Verge que o Steam Box terá CPU e GPU dedicadas, e irá rodar o sistema operacional Linux, permitindo que os usuários possam personalizar o produto de uma maneira muito mais simples. Por outro lado, o executivo reforça que o console será bastante fechado.

Além disso, Newell não descarta a criação de um controle com tecnologia capaz de fazer leituras biométricas, já que o executivo acredita que sensores de movimentos (Kinect, PS Move, Wiimote) não tenham verdadeira utilidade nos games atuais.

10. PlayStation 4 ou Orbis, da Sony

Os rumores sobre o tão aguardado sucessor do PlayStation 3 já rondam a internet há mais ou menos dois anos. Mas com o fim da produção mundial do PlayStation 2 no início do ano, o anúncio da nova plataforma é dado como certo para 2013.

Segundo a revista PSM3, do Reino Unido, o novo videogame da Sony deve adotar o nome oficial de PlayStation Orbis. Ele viria equipado com um processador AMD produzido pela IBM ou pela Global Foundries, 16GB de memória flash e teria entre 4GB e 8GB de RAM. Além disso, o Orbis não deve ter resolução Ultra HD de 4K e vai continuar com reprodução em 1080p a 60fps, como no PS3. Por outro lado, a publicação garante que a capacidade gráfica do PS Orbis será superior à de seus concorrentes.

Mas a maior polêmica - caso seja confirmada - é que o console pode não aceitar o uso de jogos de segunda mão, pois a Sony registrou uma patente baseada em NFC que identifica informações dos títulos do usuário, incluindo os locais onde foram usados. Se a ferramenta perceber que o game já fora utilizado em outro aparelho, bloqueará o jogo automaticamente no dispositivo daquele jogador. Dessa forma, não será mais possível trocar jogos com amigos e nem comprar discos usados em lojas.

Há ainda outras tecnologias patenteadas pela Sony e que podem estar presentes no Orbis, como um controle híbrido que se divide ao meio e um sensor que capta os movimentos das mãos do jogador e os transforma em ação no jogo.

Especula-se que o PlayStation Orbis chege ao mercado no segundo ou terceiro trimestre de 2014. Mais informações devem aparecer em fevereiro, durante um evento especial dedicado aos produtos da linha PlayStation, ou em maio, já que o vice-presidente da Sony Home Entertainment, Hiroshi Sakamoto, confirmou em entrevista que a companhia deve anunciar oficialmente o novo console entre maio e junho deste ano.

11. Xbox 720 ou Xbox, da Microsoft

A nova plataforma da Microsoft também foi alvo de uma matéria especial, desta vez da revista especializada Xbox World. A publicação revela que fez um acompanhamento de 12 meses no Durango, codinome do Xbox 720 usado entre desenvolvedores e funcionários da companhia de Bill Gates.

A revista afirma que o console deve se chamar apenas Xbox, e trará recursos como discos Blu-ray, entrada e saída para TV, áudio direcional, a nova versão do Kinect 2.0, um "controle inovador" e, algum tempo depois de ser lançado, óculos de realidade aumentada. Estas informações batem com um documento vazado em junho de 2012, que também incluía arquivos que citam um um processador entre seis e oito núcleos de 2GHZ com 4GB de memória RAM DDR4.

Além disso, o site SemiAccurate disse no começo de janeiro que o hardware do novo Xbox já foi terminado pela AMD, e que, agora, o aparelho está em etapa final de produção. A data se encaixa no que seria o cronograma da Microsoft para lançar o console até o final deste ano, e uma primeira versão do dispositivo deve aparecer na E3, em junho. A empresa, inclusive, iniciou uma contagem regressiva para fazer o anúncio do videogame.

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