Pulseira Basslet traz a potência de um subwoofer para seu pulso

Por Redação | 11 de Agosto de 2016 às 09h39

Captar sons graves em mídia, seja um LP, CD ou digital, e reproduzi-los com a mesma sensação de ouvir os sons ao vivo não é uma tarefa fácil. Até mesmo aparelhos eletrônicos avançados não conseguem reproduzir as batidas de um show ou festa percebidas com vibrações pelo corpo. A startup alemã Lofelt desenvolveu uma solução para a questão: o Basslet, um wearable que parece um smartwatch, mas que funciona como um potente subwoofer.

O gadget utiliza o sistema háptico LoSound, que funciona com a maioria dos headphones, e é compatível com qualquer entrada de phones (P2). O Basslet vibra em resposta às frequências de som mais baixas, de 10 a 250 hertz, recriando a sensação tátil de shows e festas na pele do usuário que é inaudível para outras pessoas. O resultado é tão incrível que leva os usuários a pensarem o porquê de nunca terem notado aqueles sons. "Você nunca sentiu falta desta frequência porque não sabia que estava lá", brinca o CEO da Lofelt Daniel Büttner.

A empresa destaca que o dispositivo não é voltado apenas para entusiastas da música. Profissionais da área podem se beneficiar do aparelho, como DJs que podem sentir na pele a sensação que a música vai passar antes de tocá-la em uma festa. "O Basslet é ótimo porque funciona com headphones que já temos, mas dá uma ideia muito mais clara de como a música vai ser sentida em um espaço maior", afirma o vice-presidente de marketing da plataforma de música eletrônica Beatport, Terry Weerashinge.

Inicialmente, o Basslet só era compatível com smartphones, o que limitava bastante seu uso. Além de ter sido expandido para headphones, proporcionando experiências mais intensas para TVs, filmes e jogos, a tecnologia já está sendo testada por empresas de realidade virtual e automotivas.

Basslet

A tecnologia háptica já aparece em produtos no mercado como calçados, controles de videogames e peças de roupa e é vista como uma grande tendência no futuro, principalmente depois de grandes nomes terem a adotado, como o Apple Watch. Aliada com a realidade virtual e realidade aumentada, ela pode estar apontando o caminho para um novo mundo de experiências sensoriais.

Fonte: Forbes

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