Oculus encerra atividades de divisão de conteúdo de realidade virtual

Por Redação | 05.05.2017 às 14:35

A Oculus, criadora do Oculus Rift, é uma das grandes propulsoras da tecnologia de realidade virtual da atualidade. Além de desenvolver o dispositivo, a companhia que agora é subsidiária do Facebook também era responsável por criar conteúdo em RV, mas isso não vai mais acontecer a partir de hoje.

Segundo anunciou o vice-presidente de conteúdo da empresa Jason Rubin, a empresa está encerrando as atividades de sua divisão de conteúdo, a Oculus Story Studio. Criado para incentivar a criação de conteúdo para este ambiente de realidade virtual, o estúdio produziu alguns curta-metragens que “inspirariam cineastas tradicionais — e uma nova geração de contadores de história — a investir na RV”, nas palavras do próprio Rubin.

Contudo, a evolução do mercado de realidade virtual parece ter obrigado o Facebook a repensar onde e como está gastando o dinheiro destinado à sua subsidiária. Assim, a empresa alega uma tentativa de ter mais foco para anunciar o fim do Story Studio.

“Agora, entramos no próximo capítulo do desenvolvimento da RV, no qual novos criadores entram no mercado em antecipação à adoção e ao crescimento, e procuramos a melhor maneira de alocar os nossos recursos para criar um impacto neste ecossistema”, escreve o executivo. “Depois de uma consideração cuidadosa, nós decidimos afastar o foco da criação interna de conteúdo para apoiar mais produções externas.”

Em suma, após mostrar o caminho, a Oculus agora passa a focar no desenvolvimento de hardware e a apoiar outros criadores de conteúdo para a realidade virtual. “Nós continuamos completamente comprometidos com o crescimento dos filmes em RV e do ecossistema de criação de conteúdo”, reforça Rubin em sua publicação para não deixar nenhuma dúvida.

Apoiando outros projetos

Para provar de que o compromisso da empresa com o desenvolvimento de todo o ecossistema de realidade virtual continua em pé, Jason Rubin relembra o aporte de US$ 250 milhões para patrocinar produtos de várias partes do mundo. “Este investimento apoiou games como Robo Recall, Rock Band VR e Wilson’s Heart, além de experiências poderosas como Through the Ages, de Felix & Paulo, e a experiência Follow My Lead, das finais da NBA de 2016”, relembra.

Assim, visando ampliar o mercado de criação para a realidade virtual, a Oculus sai um pouco de cena. Parece contraditório, porém, a jogada tem a capacidade de otimizar os recursos da empresa e evitar desperdícios com desenvolvimento interno de serviços que fogem do core business da empresa.

Fonte: Oculus