Google TV vs Fire OS | Qual sistema vale mais a pena?

Google TV vs Fire OS | Qual sistema vale mais a pena?

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 07 de Setembro de 2021 às 12h00
Eric Mockaitis/Canaltech

Há algum tempo, o Chromecast 4 e o Fire TV Stick 4K entraram em um embate para que o público soubesse qual é a melhor opção de “TV box”.

Entretanto, agora falaremos a respeito do sistema operacional presente nos dongles — o Google TV e o Fire OS — para definir qual é o melhor software de modo geral.

O comparativo vai apontar recursos semelhantes nas duas plataformas, bem como diferenciais que fazem uma superar a outra, já que são os principais e mais completos players do mercado.

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E, para fazer o embate ficar ainda mais interessante, apontaremos qual das assistentes pessoais proporciona a melhor experiência geral, quando conectada aos dispositivos de streaming.

Quer saber quem ganha essa “briga” de softwares? Confira o nosso comparativo.

Fire OS: a representação do crescimento do ecossistema Alexa

Desde que a Amazon lançou os dispositivos da linha Fire TV Stick, a presença do sistema operacional Fire OS permitiu que a popularização dos equipamentos fosse ainda maior.

Grande parte desse sucesso se deve ao fato de a empresa estar sempre buscando formas de atualizar o software para entregar uma experiência de uso mais completa a cada geração.

A interface foi inspirada por outros modelos de sistema que já vimos no mercado, como o Android TV. E isso se justifica pelo fato de o Fire OS ser uma versão baseada no sistema do Google.

Porém, ao contrário do software que é de propriedade do Google, o Fire OS ainda não tem uma versão que pode ser integrada à televisão. Dessa forma, só quem compra os aparelhos para streaming Fire TV Stick Lite, TV Stick e TV Stick 4K terá acesso.

A tela inicial do sistema da Amazon disponibiliza ao usuário um carrossel de conteúdos e aplicativos, com base em seu histórico de acesso. Antigamente esse processo de exibição dos apps funcionava de maneira diferente, favorecendo as plataformas associadas à Amazon, como Prime Video.

Entretanto, após a chegada do Fire OS 7, a empresa tornou o software mais democrático e adaptado de acordo com as preferências de acesso de cada usuário. Dessa forma, pode ser que para alguns apareçam mais serviços de streamings de séries e, para outros de músicas.

Outra característica interessante da interface da Amazon é a presença de jogos, permitindo que os usuários usufruam de uma alternativa de entretenimento diferenciada. Porém, a experiência não é das melhores, pois os games não são otimizados, e o momento de diversão pode ser tornar mais estressante.

Um exemplo disso é o jogo de corrida Asphalt 9, que traz a mesma dinâmica do título para celular, mas sem melhorias gráficas para se adaptar a telas maiores, nem mesmo uma dinâmica de movimentos que permita transformar o controle da linha Fire TV Stick em um joystick.

Uma característica interessante do Fire OS é a organização dos conteúdos em categorias, porque ajuda a visualizar melhor as recomendações com base no gosto pessoal. E outro ponto a ser destacado é a apresentação de informações a respeito dos artistas presentes em um determinado filme ou série.

A Amazon mostra o nome e os principais trabalhos dos atores na legenda, e essa opção pode ser usada em diversos serviços de streaming, como Disney+, Prime Video, Netflix, entre outros. É basicamente o Raio-X do Prime Video, só que expandido para outros serviços.

Os produtos Fire TV Stick são as únicas opções de equipamentos com Fire OS à venda no Brasil (Imagem: Ivo/Canaltech)

Apesar do amplo catálogo serviços compatíveis, seja para filmes, séries, documentários e lives, o Fire OS ainda não recebeu o suporte a algumas plataformas que estão chegando ao Brasil ou já possuem um certo tempo e popularidade por aqui, como é o caso do HBO Max e do Globoplay.

Existe a possibilidade de realizar a instalação desses serviços. Porém, por não ser um processo autorizado pela Amazon, o procedimento que modifica o software para instalar esses apps pode prejudicar o funcionamento completo do sistema seja comprometido.

Mesmo com esse ponto negativo para quem curte entretenimento, o grande diferencial do Fire OS é a compatibilidade com a Alexa. A oportunidade de utilizar as funcionalidades da assistente pessoal da Amazon direto nos aparelhos Fire TV Stick facilita a vida do usuário.

É possível usar a Alexa para realizar pesquisar em diferentes plataformas, verificar informações rotineiras — como tarefas agendadas e meteorologia —, bem como acessar comandos interligados a outros dispositivos conectados.

Dessa forma, pelo controle remoto dos dispositivos Amazon Fire TV Stick é possível realizar comandos por voz e ter um controle das rotinas definidas no aplicativo da Alexa. Sendo assim, o Fire OS é uma opção adicional dentro desse ecossistema.

Entretanto, a Amazon ainda está realizando diversas atualizações e implementações de recursos para garantir que os usuários vão ter uma assistente pessoal tão inteligente e integrada quanto o Google fornece.

Ainda assim, você nunca deve comprar um produto confiando na promessa de uma atualização de software que pode trazer novas funções. É comum empresas levarem anos para cumpri-las ou acabarem as ignorando eventualmente. Se o estado atual do software de determinado produto não lhe agrada ou não lhe atende, é melhor partir para outra opção.

Google TV: a velha novidade que chama a atenção

O Google TV é uma novidade que se tornou conhecida pelo público após o lançamento do Chromecast 4. Esse sistema, segundo a Gigante das Buscas, é uma repaginada completa no que era entregue pelo Android TV.

Esse software mais antigo tem uma propagação maior no mercado, pois está presente em diversas smartTVs da TCL que pertencem à nova geração, como a TCL 50P715. Entretanto, existiam alguns pontos negativos na navegabilidade que foram corrigidos na versão lançada junto com o dongle do Google.

Curiosamente, o Google TV não é um sistema completamente novo, ao contrário do que a empresa relatou no lançamento, mas sim uma reestruturação visual com base no Android 10.

Como ponto positivo, o “novo sistema” proporciona uma experiência de uso mais completa, tanto que chegou quando o Chromecast recebeu sua maior evolução. Pouco a pouco o Google TV está se tornando mais completo e integrado com o Android.

Quem escolhe o software do Google recebe acesso a diversos aplicativos, inclusive HBO Max e Globoplay, que não estão presentes no Fire OS. Sendo assim, a experiência de quem gosta de consumir conteúdo em streaming é mais completa no Google TV.

A interface do Google TV é muito organizada, e traz as principais opções de maneira simples na tela. Comparando com o Fire OS, não é necessário navegar por muitos menus para encontrar o conteúdo desejado, pois os aplicativos mais usados aparecem em prioridade.

Outra característica que destaca esse software é a sincronização com a conta do Google, permitindo que todo controle de atividades seja registrado. Dessa forma, recursos que já estavam no banco de dados do usuário podem ser implementados no Google TV com apenas um clique.

Essa praticidade ajuda a disponibilizar conteúdos comprados no sistema do Chromecast, como filmes do YouTube ou Google Play Filmes, bem como músicas e outras mídias adquiridas pela conta.

No que diz respeito a outras formas de entretenimento, o Google TV disponibiliza centenas de jogos da Play Store para serem baixados e jogados. A principal vantagem é que o software permite a conexão de controles no estilo joystick para que a jogabilidade fique mais próxima da alcançada no celular.

O fato de o sistema pertencer à mesma empresa que distribui o Android é um diferencial importante para que aprimoramentos sejam liberados em uma velocidade maior para os usuários.

O Google TV é uma interface desenvolvida com base no Android 10

Prova disso é a compatibilidade com o Google Assistente, permitindo que os usuários do Chromecast 4 utilizem o controle remoto para realizar comandos por voz e receber informações completas a respeito do que for solicitado.

Uma das características dessa integração é a opção de inserir eventos no Google Agenda, verificar tarefas pendentes, além do acesso a outros aplicativos compatíveis com o assistente do Google.

Para quem tem dispositivos compatíveis com o Assistente, e conectados ao aplicativo Google Home, é possível realizar comandos para diferentes ações ou rotinas que já estavam definidas no sistema, permitindo que o Google TV seja mais uma camada responsável pela criação do ecossistema de uma casa inteligente.

Google TV vs Fire OS: qual é o melhor?

Considerando a integração com outros dispositivos e versões do Android, o Google TV é a melhor opção. A experiência de uso é mais completa, pois, não se limita apenas ao Chromecast e dá acesso a todo ecossistema de equipamentos que possuem algum tipo de variante do sistema.

Mesmo que o Google TV tenha uma presença limitada em dispositivos, quando comparado com o Fire OS, a presença do Google Assistente — e toda sua funcionalidade — ajuda a dar ao usuário um sistema mais integrado.

Caption

O Fire OS, por sua vez, está evoluindo rapidamente, e a compatibilidade com a Alexa também é um ponto positivo que ajuda a destacar os equipamentos da Amazon dentro e fora do Brasil. Entretanto, ele ainda se mostra inferior ao seu principal concorrente em ferramentas.

Quando o assunto é plataformas de streaming, o sistema Fire OS também deixa a desejar por não conseguir fornecer as opções mais recentes na mesma velocidade do Google TV.

Quer comprar algum aparelho com Google TV ou Fire OS? Confira algumas opções

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