Google adota estratégia controversa para forçar Amazon a vender seus produtos

Por Redação | 06 de Dezembro de 2017 às 18h25

Em setembro, quando a Google decidiu tirar o suporte ao YouTube do Echo Show e da Fire TV, ambos gadgets da Amazon, a justificativa oficial teria sido que a rival estaria violando os termos de uso da plataforma de vídeos. Mas a coisa não foi exatamente assim.

Agora, novos esclarecimentos por parte da Google revelam que a retirada do YouTube dos gadgets da Amazon teria sido motivada por questões mais profundas, e um tanto quanto controversas. É que a Amazon se recusa a vender gadgets da Google, como o Google Home (que é concorrente da linha Echo) e o Chromecast (rival do Fire TV), e, recentemente, tirou de seu catálogo alguns produtos da Nest, que é parceira da gigante. Então, para forçar a Amazon a revender seus produtos, a Google decidiu usar o YouTube como moeda de troca.

E isso foi confirmado pela própria gigante, que, em uma declaração oficial, disse: "Estávamos tentando chegar a um acordo com a Amazon para dar aos consumidores acesso a produtos e serviços uns dos outros, mas a Amazon não quer vender produtos da Google como o Chromecast e Google Home, não disponibiliza o Prime Video para o Google Cast, e no mês passado interrompeu as vendas de alguns lançamentos da Nest. Dada a falta de reciprocidade, nós não estamos mais fornecendo suporte do YouTube ao Echo Show e Fire TV. Esperamos que possamos chegar a um acordo para resolver a questão em breve".

A Amazon tem como postura não fornecer em sua rede varejista produtos da concorrência direta, como Google e Apple, incluindo o Chromecast e o Apple TV, priorizando sua própria linha de produtos. A Nest era uma exceção à regra, mas dada sua proximidade recente com a gigante, acabou entrando na linha de corte. O problema é que, como a Amazon é a maior varejista do mundo, essa decisão acaba tendo um impacto negativo para o consumidor.

Do seu lado, a empresa de Jeff Bezos disse que "o Echo Show e o Fire TV exibem uma versão web do YouTube.com, e direciona os consumidores ao site da plataforma". Para a companhia, "a Google está abrindo um precedente lamentável ao escolher bloquear seu aplicativo ao consumidor, e esperamos resolver a questão o quanto antes for possível".

E quem acaba "pagando o pato" com essa briga? O consumidor, que, ao escolher um gadget da Amazon, fica sem acesso à maior plataforma de vídeos do mundo, o YouTube, que é da Google. Contudo, a decisão da gigante só reforça o poder da Amazon enquanto varejista, já que, tomando uma medida drástica como essa, deixa bem claro o quão importante a Amazon é para a venda de seus produtos.

Fonte: The Guardian

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