Drones serão usados para monitorar Amazônia e outras florestas no Brasil

Por Redação | 22 de Julho de 2015 às 14h01
photo_camera Divulgação

Embora o Brasil não tenha leis específicas para o uso de drones, muito em breve esses dispositivos serão usados para monitorar um dos bens mais preciosos do país: a floresta amazônica. Este é objetivo do projeto Ecodrones, anunciado na última sexta-feira (17), data em que se celebrou o Dia da Proteção das Florestas.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e da versão brasileira da organização World Wide Fund for Nature (WWF). A ideia é utilizar os veículos aéreos não-tripulados (vants) para observar áreas que sofrem constantes ataques de madeireiros ou são consumidas por incêndios, o que vai permitir aos pesquisadores uma cobertura de vigilância em tempo real da Amazônia.

Por enquanto, o Ecodrones conta com três equipamentos, mas apenas um tem permissão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voar. Trata-se do Nauru 500, que tem autonomia de 4 horas de voo e alcance de 80 km. O objeto já é utilizado pelo ICMBio no monitoramento completo do Parque Nacional Pau Brasil, resquício da Mata Atlântica na Bahia. Os outros dois vants, que aguardam pela regulamentação da Anac, só podem voar em caráter de teste em uma área delimitada do interior de Goiás.

De acordo com Marcelo Oliveira, especialista do Programa Amazônia do WWF-Brasil, o potencial de uso desses equipamentos na esfera ambiental é enorme. "Os ecodrones trazem oportunidades inovadoras para o mapeamento de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, combate a incêndios florestais, caça e exploração dos recursos naturais, bem como na coleta de dados científicos", disse.

Marcelo também destacou que em locais onde os drones foram usados para conservação de animais ameaçados, como antas e o boto-cor-de-rosa (ambos na Amazônia), houve queda de mortes de exemplares e de assassinatos de funcionários de reservas ambientais. As imagens transmitidas pelos drones conseguiam detectar melhor onde estavam os caçadores. Vale lembrar que a WWF ganhou em 2012 um prêmio de US$ 5 milhões do Google pela criação de um projeto que utilizou drones para ajudar na redução da mortalidade de elefantes e rinocerontes na África.

Sobre o projeto no Brasil, Marcelo explica que foram feitos workshops com funcionários do governo para fomentar a ideia da preservação remota. Ele complementa dizendo que a Amazônia e o Cerrado serão priorizados nesse primeiro momento devido à facilidade de operacionalização. Além disso, a ONG espera auxiliar na construção de leis que ajudem e facilitem o uso desses aparelhos para o monitoramento de toda a biodiversidade brasileira. Quase 300 Unidades de Conversação do país poderão ser beneficiadas pelo uso da tecnologia.

Fontes: WWF Brasil, G1

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