Criador do Oculus Rift é processado por apropriação indevida de tecnologia

Por Redação | 25 de Maio de 2015 às 11h01
photo_camera Divulgação

Embora o lançamento do Oculus Rift esteja envolto em muita expectativa, há também uma série de polêmicas relacionadas ao projeto. Desta vez, o criador da empresa responsável pelos óculos, Palmer Luckey, está sendo acusado de se apropriar indevidamente da tecnologia que ele desenvolveu quando trabalhava em outra empresa. De novo.

De acordo com a havaiana Total Recall Technologies, Luckey foi contratado em 2011 para trabalhar no protótipo de um dispositivo criado pela companhia que funcionaria de maneira semelhante ao Rift, colocando uma tela próximo aos olhos do usuário a partir de um algo colocado sobre a cabeça. Só que não foi isso o que ele fez.

Segundo constam nos autos do processo, Luckey se aproveitou do feedback dado pelos demais engenheiros e profissionais envolvidos no projeto e de toda a informação privilegiada que ele tinha acesso para melhorar o conceito e criou algo próprio. A acusação é de que ele simplesmente se apropriou de todas as pesquisas e informações sigilosas da empresa para desenvolver o Oculus Rift e lançá-lo no Kickstarter.

Diante disso, a Total Recall pede uma indenização para compensar o roubo de tecnologia e todos os demais danos decorrentes do caso. O valor exigido não foi divulgado, mas o processo já está em andamento sob a alegação de que o fundador da Oculus VR simplesmente quebrou seu contrato anterior e ainda trouxe seu principal produto de maneira fraudulenta.

Essa não é a primeira vez que a companhia entrou em polêmica. Prometido para o início do ano que vem, o Rift chegará ao mercado com um histórico bastante conturbado e repleto de reviravoltas. Afinal, depois de chegar ao Kickstarter e encantar o mundo com as possibilidades da realidade virtual, a empresa de Palmer Luckey foi comprada pelo Facebook e isso já foi o suficiente para despertar a fúria de muita gente que contribuiu para o projeto e até mesmo de alguns desenvolvedores.

Além disso, o envolvimento de John Carmack na criação do projeto também deu bastante problema, já que a ZeniMax acusou a Oculus da mesma maneira que a Total Recall está fazendo. Na época, ela alegou que Luckey trabalhou na tecnologia quando ainda era seu funcionário e, por isso, ele não tinha o direito de usar aquelas melhorias em seu produto.

De uma forma ou de outra, o desenvolvimento do Rift parece não estar sendo abalado por todos esses problemas legais que aparecem de maneira cada vez mais constante. Sendo a grande promessa para a chegada da realidade virtual dentro do mundo dos jogos, os óculos devem ser uma das principais atrações da E3 deste ano no próximo mês de junho.

Via: The Recorder, IGN

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