Produtor do Oculus Rift fala sobre a experiência de mundos virtuais

Por Redação | 17.03.2015 às 10:08 - atualizado em 17.03.2015 às 10:59

A experiência massiva de jogadores com o uso de óculos de realidade virtual é algo que está muito próximo de acontecer e, pela primeira vez, um dos produtores de software do Oculus Rift falou a respeito do assunto. O tema foi debatido durante uma apresentação no festival SXSW, que acontece no Texas, Estados Unidos.

O chefe do WorldWide Studios na Oculus VR, Jason Rubin, confirmou que "não há sombra de dúvidas que as experiências mutiplayer estão chegando". Esta é a primeira vez que a companhia confirma que está trabalhando em mundos virtuais.

Essa confirmação já era aguardada quando o Facebook comprou a Oculus VR por US$ 2 bilhões no ano passado. À época, o então vice-presidente de engenharia da rede social era Cory Ondrejka, que participou da criação do universo digital Second Life. A exploração de um mundo virtual aliado às relações já existentes na rede social parecia, então, um passo lógico relacionado ao produto. Entretanto, nada mais havia sido dito a respeito e nem mesmo se haveria uma comunidade virtual para que os usuários pudessem se encontrar online.

Com o Oculus Rift e outras várias plataformas virtuais prestes a chegar ao mercado, é natural que o setor também inicie a entrega de softwares capazes de gerar mundos complexos, ricos e imersivos. Ainda que não tenha detalhado muito o funcionamento do sistema desses mundos virtuais, Rubin afirmou que atualmente muita gente está trabalhando em locais digitais onde um grande número de usuários possa estar logado ao mesmo tempo e encontrar uns aos outros, seja intencional ou aleatoriamente.

A questão abordada no festival vai fundo no conceito de existência no plano digital. Em mundos digitais persistentes, as pessoas podem agir e se mover de maneira parecida com a realidade e há a ideia do que conhecemos como "instância". Diferente de "universos fragmentados", em que as pessoas podem ter experiências mais discretas e passageiras, os ambientes persistentes preveem coisas como a passagem de tempo em relação ao tipo de transporte, por exemplo.

"Não está claro se o mundo da ficção científica de metaversos vai se materializar. Se você me perguntar se quero caminhar até a próxima apresentação (do festival SXSW), eu diria que prefiro me materializar lá, se pudesse...", comentou ao citar o livro Nevasca, de Neal Stephenson, que ampliou os conceitos do que seria realidade virtual a partir de ideias de um mundo cyberpunk.

Enquanto não se sabe exatamente como esses mundos persistentes, atualmente em obras, vão funcionar e qual empresa lançará algum deles primeiro nessa nova onda de realidade virtual, Rubin adianta apenas alguns detalhes. "Será uma estranha mistura de 'não é o que você acha que é' com 'exatamente o que acha que é'", filosofou, enigmático.

Via Venture Beat

Fonte: http://venturebeat.com/2015/03/15/oculus-exec-massively-multiplayer-universes-coming-to-vr-beyond-a-shadow-of-a-doubt/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Venturebeat+%28VentureBeat%29