Oculus Rift ajuda mulher em estado terminal a realizar seu último desejo

Por Redação | 23.04.2014 às 11:19
photo_camera Divulgação

Recentemente adquirida pelo Facebook, a Oculus VR, empresa responsável pelo Oculus Rift, um headset de realidade virtual, concedeu a uma senhora do interior da Califórnia, nos Estados Unidos, uma experiência com o gadget para muito além do entretenimento.

Diagnosticada com câncer e já em estado terminal, Roberta Firstenberg recebeu dos médicos uma estimativa de um a dois meses de vida no final do ano passado. Debilitada pelo estágio avançado da doença, Firstenberg manifestou o enorme desejo que tinha de caminhar novamente, cuidar do seu jardim e conhecer novos lugares.

Sabendo disso, sua neta Priscilla Firstenberg, uma designer de jogos tridimensionais, resolveu enviar um email à equipe de apoio da Oculus VR contando a história de sua avó e de como o Oculus Rift talvez pudesse lhe devolver aquela sensação. No dia seguinte, Priscila recebeu um e-mail de Kevin Crawford, responsável pelo serviço de atendimento da Oculus, dizendo o quanto sua mensagem havia sensibilizado toda a equipe. "Foi uma decisão unânime", contou ao site The Rift Arcade. "Eu praticamente comecei a chorar na minha mesa".

Priscila recebeu um kit de desenvolvimento do Oculus Rift com a demo Tuscany Villa e filmou o primeiro contato de sua avó com o equipamento. No vídeo, é possível ver a senhora Firstenberg ao mesmo tempo confusa e emocionada ao tentar interagir com a simulação. "Não posso acreditar" diz ela. "É como cair em uma miragem, em uma nova vida. É incrível!".

Após o vídeo ser publicado na internet, várias pessoas sugeriram simulações que Firstenberg poderia experimentar e uma delas foi a de integrar o equipamento com o Google Street View. Com a ajuda de amigos desenvolvedores, Priscila chegou a fazer uma lista dos lugares que sua avó gostaria de visitar e começou a trabalhar no projeto, mas poucos dias depois a condição da avó dela se agravou de tal modo que ela não conseguia mais utilizar o equipamento.

Infelizmente, quatro semanas após a primeira experiência com o aparelho, Roberta Firstenberg veio a falecer. "Pude vê-la sorrir enquanto se virava, quando olhava para cima e para baixo", disse Priscila. "Sua parte favorita era poder subir e descer escadas novamente. Acho que subestimamos o valor de muitas coisas", finalizou.