Kindle Paperwhite, o Kindle com retroiluminação e tela sensível ao toque

Por Pedro Cipoli

O mercado de e-books está começando a crescer no Brasil, especialmente com a vinda da Amazon e seu modelo básico do Kindle. Junto com a série Kobo da Livraria Cultura, estes são os únicos modelos realmente competitivos que temos por aqui. Para quem deseja um leitor de livros digitais com um pouco mais de recursos, a única opção é o Kobo Glo - pelo menos enquanto o Kindle Paperwhite que vamos analisar hoje não tem data de lançamento nem preço sugerido em nosso país.

O principal recurso que diferencia a versão Paperwhite do Kindle da versão básica é a retroiluminação de tela, o que o torna ideal para quem deseja ler em lugares muito escuros ou muito claros. Com vários níveis de intensidade, é possível ler confortavelmente em qualquer lugar independentemente da iluminação ambiente.

A interface sensível ao toque é um diferencial em relação à versão básica, mas não um recurso que ofereça muitas funcionalidades a mais. A exemplo do Kobo Touch, não há botões dedicados para virar a página, o que pode ser uma má notícia para quem costuma ler com apenas uma mão, e a Amazon foi ainda mais além, removendo até o botão principal para voltar à tela inicial.

Todas as opções são feitas através do menu sensível ao toque, basta clicar no canto superior da tela para visualizar as opções. Tudo é bastante simples e intuitivo: temos o botão "Home", controle de luminosidade, formatação de textos (com algumas opções a mais do que o Kindle básico) e Configurações.

Nas configurações temos acesso à loja de livros da Amazon, algumas opções de organização (como criar coleções de livros) e o famoso navegador experimental, que funciona mais como quebra-galho do que como algo funcional, afinal, estamos falando de um e-reader, não de um tablet como o Kindle Fire.

Além da retroiluminação, o Kindle Paperwhite vem com uma tela com definição 25% maior do que a versão básica. A tecnologia, conhecida como E-Ink XGA, aumenta o PPI de 169 para 212. Outro ponto é o processador mais potente, agora com 1 GHz, resultando em uma maior velocidade de leitura e uma experiência um pouco melhor com o navegador web experimental.

A preocupação de muitos leitores é a autonomia, afinal, a combinação de processador mais forte, retroiluminação e resolução de tela maior pode assustar qualquer bateria. Segundo a Amazon, o Paperwhite pode ficar até 8 semanas fora da tomada mesmo com a luz ligada, levando em conta 30 minutos de leitura por dia, o que pode variar de usuário para usuário.

Conclusão

Ainda sem data definida para ser lançado no Brasil, o Kindle Paperwhite pode ser encontrado lá fora por US$ 119 na versão WiFi. Se aplicarmos a mesma proporção usada na versão básica do Kindle (onde US$ 89 cobrados nos EUA se transformam em R$ 299 no mercado nacional), chegamos ao valor de R$ 399, o que o torna competitivo em relação ao Kobo Glo, por enquanto a melhor opção que encontramos aqui.

Os recursos que não mencionamos, como armazenamento interno e formatos suportados, são iguais aos da versão anterior, com 4 GB e capacidade de ler o formato kindle (nããão diga!), mobi e PDF, embora este último não possua a capacidade de text reflow, que ajusta o livro a qualquer tamanho de tela e capacidade de ajustar fontes e margens.

O que todos querem saber é: compensa investir um pouco mais e levar o Paperwhite? Nós acreditamos que sim, pois quem compra um leitor de e-books fica com ele durante vários anos e os recursos adicionais saem barato a longo prazo. No final das contas, não é legal economizar um pouco e não poder ler seus livros em qualquer ambiente.

Vantagens

  • Custo-benefício maior do que a versão básica
  • Bateria de longa duração, considerando que se trata de um modelo com retroiluminação

Desvantagens

  • Não suporta arquivos EPUB, padrão brasileiro de livros digitais
  • Não há uma data prevista para lançamento no Brasil até o fechamento deste artigo
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