Hands-on: conheça o Lev, leitor de e-books da Livraria Saraiva

Por Pedro Cipoli

Nesta terça-feira (05/08) a Livraria Saraiva lançou o seu leitor de livros digitais, ou e-book reader, conhecido como Lev. Com ele a empresa finalmente entra oficialmente no mercado, já que até então ela contava somente com apps de leitura para tablets e smartphones. Dos dois modelos anunciados, que são diferentes apenas por contar com tela iluminada ou não, recebemos a versão mais cara para testes (R$ 399 em preço promocional até o final do mês), e nossa primeira impressão é que ele concorre diretamente com o Kobo Glo da Livraria Cultura e com o Kindle Paperwhite da Amazon, o que já é uma característica e tanto.

Saraiva Lev

Letras que lembram papel: combinação da tecnologia E-Ink com uma boa resolução de tela

O primeiro ponto, e que gostamos bastante, é que a Saraiva não economizou na qualidade de tela. A resolução de 758x1024 nas 6 polegadas resultam em uma densidade de pixels de 213 pontos por polegada, lembrando que a tecnologia utilizada é a E-Ink, desenvolvida especialmente para leitura. A segunda é a própria retroiluminação de tela, ideal para quem gosta de ler antes de dormir. Para nós, ela é uma combinação da qualidade do Kindle Paperwhite com a tecnologia de iluminação do Kobo Glo, que tende mais para o azul.

Saraiva Lev

Formato arredondado que melhora a pegada

Porém, o que nos chamou a atenção foi o design do Lev, fugindo do minimalismo retangular de ambos os concorrentes em favor de um design mais ergonômico, ainda que não tenha todo o conforto de uso do Kobo Aura HD, apesar de ser mais leve com seus 190 gramas (contra 240 gramas do Aura HD), o que meio que compensa o formato. Ele é um pouco maior do que ambos, ainda que seja bastante minimalista com apenas um botão na parte da frente, que abre o menu de opções (que, por sua vez, é controlado pela tela sensível ao toque).

Saraiva Lev

Construção feita com um material emborrachado

Há duas coisas que precisamos testar com mais carinho para não falarmos besteira. A primeira delas é a função Text Reflow para arquivos PDF, que rearranja as palavras para facilitar a leitura, afinal, um PDF comum tem o tamanho de uma folha A4, o que faz os caracteres ficarem bem pequenos. Fizemos alguns testes preliminares e conseguimos apenas cortar as bordas do texto, mas ao ativar o Text Reflow as palavras ficaram ainda menores, por incrível que pareça. Vamos realizar novos testes para conferir esse recurso, já que acreditamos que esse problema se deva aos livros que testamos, não a uma falha do aparelho.

Saraiva Lev

Parte de baixo do Lev: além dos 4 GB de memória interna (o que permite armazenar até 4.000 livros), há suporte para um cartão micro SD de até 32 GB

O segundo deles é o suporte a PDFs protegidos por DRM. Testamos um arquivo com sucesso, mas temos que ver se essa é uma regra geral. Sentimos falta do suporte a arquivos do tipo MOBI, ainda que o EPUB seja um padrão da indústria de e-books, já que faria dele um tudo em um. Sim, a conversão de um para outro é simples e rápida, mas ainda assim é algo que vale a pena assinalar.

Saraiva Lev

Processador de 1 GHz, como boa parte dos leitores de livros digitais

Por último, vale mencionar que ficamos um pouco decepcionados com a autonomia estimada do Lev de "até 3 semanas", já que o Kindle consegue aguentar até 8 semanas. Essa é uma da principais vantagens dos e-readers, e nos parece que a Saraiva subestimou essa autonomia, ou contou que a iluminação de tela estivesse ligada durante o uso. Voltamos do evento de lançamento utilizando-o para leitura no caminho e, em um total de 80 páginas, não vimos o indicador de bateria se mexer, mas de qualquer forma precisamos testar esse recurso de forma mais detalhada.

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