Grupo pretende ressuscitar chips utilizados nos vídeo games da SEGA

Por Redação | 13 de Agosto de 2014 às 14h15
photo_camera Reprodução/Apple Insider

A Open Core Foundation anunciou nesta quarta-feira (13) que está trabalhando em um projeto que ressuscitará os chips que encorparam os vídeo games da SEGA nos anos 1990. A ideia da organização sem fins lucrativos é relançá-los até o mês de outubro deste ano.

De acordo com Shumpei Kawasaki, membro da OCF, a ideia é disponibilizar novos chips inspirados nos da Hitachi que eram usados pela SEGA para que pessoas os utilizem em dispositivos eletrônicos como sensores e projetos pessoais. Dessa forma, a organização espera fornecer tecnologia de baixo custo baseada em CPUs de código aberto para ser aproveitada no desenvolvimento de novos produtos.

A ideia foi apresentada por um grupo de membros da OFC durante a Hot Chips Conference, que acontece em Cupertino, na Califórnia (EUA). O grupo também aproveitou a oportunidade para revelar que o primeiro chip estará disponível a partir de outubro deste ano. Batizado de J1, o microprocessador será baseado no SH2 que era utilizado no Sega Saturn.

Questionada sobre como conseguiu fazer uso de uma tecnologia proprietária para fornecer uma alternativa livre, a OCF disse que utilizou engenharia reversa para acessar as especificações de engenharia e design do componente. "As patentes que protegem o SH2 expirarão no fim deste ano", defendeu-se Kawasaki.

É difícil determinar com exatidão qual será o nível de adoção dos chips e se eles chegarão a ser produzidos em uma escala industrial. Apesar disso, a organização já disse estar trabalhando na segunda versão do J1, o J2. A expectativa é que o chip seja baseado no SH4 que era utilizado no Dreamcast e esteja disponível em algum momento de 2016. Kawasaki garante que embora os 1 GHz originais do componente sejam atraentes, são grandes as chances do J2 ser mais poderoso que o SH4. "Até lá nós teremos aperfeiçoado nossa versão e ela poderá executar tarefas acima de 1 GHz", comentou.

O grupo também expressou sua ambição de lançar a terceira versão do chip baseado em arquitetura 64-bit em 2018 e de fechar um contrato de manufatura com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., a TMSC, conhecida por fabricar chips para grandes players do mercado de dispositivos móveis. Mas, Kawasaki reconheceu que isso custaria muito e que dependeria exclusivamente do sucesso da iniciativa.

Além da dificuldade financeira que projetos do tipo enfrentam, o portal CIO destacou que geralmente eles sofrem com a falta de desenvolvimento de software e o feedback abaixo do esperado por quem os utiliza. Kawasaki e o OFC reconhecem esse problema e, embora não tenham revelado como, esperam conseguir atrair a atenção dos desenvolvedores.

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