Gadgets vestíveis: o futuro já começou

Por Colaborador externo | 19 de Fevereiro de 2014 às 09h30

por Gerardo Wisosky*

Em janeiro passado os apaixonados por tecnologia tomaram conhecimento de algumas novidades em uma grande feira realizada nos Estados Unidos. Entre TVs gigantes, telas flexíveis e impressoras 3D, surgiram também diversos aparelhos que unem os conceitos de tecnologia com praticidade: os wearable gadgets, ou gadgets vestíveis. São relógios, pulseiras e até mesmo óculos especiais que apresentam diversas funções: de conferir a chegada de um e-mail até monitorar a distância percorrida nas suas últimas corridas.

Um dos lançamentos foi o novo modelo do relógio inteligente Pebble, lançado em 2013 através de um financiamento coletivo do Kickstarter e que ajudou a inaugurar a nova onda de tecnologia vestível. Mesmo com o lançamento do novo modelo com pulseiras em aço inoxidável e de uma loja de aplicativos desenvolvidos exclusivamente para o gadget, era perceptível uma certa decepção nos corredores da feira.

Gadgets vestíveis fazem parte do imaginário das pessoas sobre como será o futuro. Em diversos filmes é possível encontrar bons exemplos disso. Mas mesmo hoje já sendo possível adquirir um desses acessórios, as pessoas ainda não acreditam na sua utilidade. Uma pesquisa realizada pela Harris Interactive mostrou que 46% dos entrevistados não viam nenhum benefício real nesses aparelhos. Entendo esta desconfiança por parte das pessoas, mas acredito que tudo é uma questão de tempo: os gadgets vestíveis ainda serão sensação no mundo da tecnologia, no entanto eles ainda não estão prontos para a realidade atual. Vários analistas entrevistados durante a feira confirmaram essa informação, explicando que a maioria ainda funciona apenas como uma extensão de outros dispositivos.

Apesar da atual descrença, é preciso investir nessa nova realidade. A empresa que conseguir entregar ao seu cliente um dispositivo relevante, que se diferencie dos demais, vai sair ganhando. Precisamos estar preparados para este momento.

Os grandes nomes da tecnologia já mostram sinais de que entenderam essa lógica: a Intel, por exemplo, tem trabalhado em uma linha de microchips ultra-pequenos e eficientes para dispositivos de tecnologia vestível. São chips cinco vezes menores e dez vezes mais eficientes que a linha desenvolvida para tablets e smartphones. O Google Glass e toda a expectativa gerada pelos rumores sobre o suposto iWatch da Apple também provam que as empresas acreditam que essa nova tecnologia representa o futuro.

Ter esses dispositivos presentes em nossas casas e no trabalho é apenas uma questão de tempo. E assim, abre-se um novo mercado: o de softwares e aplicativos para dispositivos vestíveis. Fazendo uma busca rápida na internet, já encontramos empresas que saíram na frente e estão trabalhando com isso. É possível encontrar jogos, agregadores de notícias, monitores de corrida, timers, apps de controle remoto e muitos outros para smartwatches. Com o Google Glass não é diferente.

Quem trabalha com tecnologia precisa estar sempre atento às novidades mais recentes. Em pouco tempo esses dispositivos farão parte do nosso cotidiano. Alguns analistas acreditam que essa revolução começará ainda este ano. Os desenvolvedores que conhecerem esta tecnologia e aprenderem a criar softwares específicos para esses dispositivos certamente estarão a frente de seus colegas.

O mercado de trabalho, como um todo, apresenta um cenário bastante positivo para os desenvolvedores. Pesquisa do site de busca de empregos Adzuna mostra que houve crescimento de 23% na oferta de emprego por parte das startups brasileiras. Entre as oportunidades mais encontradas estão desenvolvedor web, desenvolvedor mobile (Android e iOS) (34%) e profissionais de TI, como analistas de sistemas e administradores de rede (17%). Imagine quando os gadgets vestíveis se tornarem tão usuais quanto os celulares. A demanda por esse tipo de profissional irá crescer exponencialmente.

*Gerardo Wisosky é Country Manager Brasil de GeneXus International – empresa que desenvolve o GeneXus – ferramenta de desenvolvimento de sistemas que permite criar aplicativos para as linguagens e plataformas mais populares do mercado, sem a necessidade de programar

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