Rio 2016: organizadores preveem quatro vezes mais ciberataques do que em Londres

Por Redação | 01 de Julho de 2015 às 08h53

Faltando pouco mais de um ano para as Olimpíadas no Rio de Janeiro, o Comitê Organizador Local já começou a se prevenir contra ameaças cibernéticas. A intenção é evitar as ameaças que aconteceram em 2012, durante a última edição realizada em Londres.

Rômulo Rocha, especialista em segurança da informação e representante do comitê local, diz que a edição do Brasil será muito mais desafiadora do que a de Londres. "Lá foram muitos ataques. Mas temos expectativa de que nas Olimpíadas do Rio a quantidade de ataques será quatro vezes maior", afirma.

Durante um painel na Conferência Integrada ICCyber ICMedia 2015 sobre a preparação para os jogos no quesito da segurança, em Brasília, Rocha comentou que os cuidados estão mais intensos. “De Londres para cá vivemos uma ‘transição do perímetro’, quer dizer, as pessoas trabalham mais de home office, usam mais a ‘nuvem’, o BYOD é mais comum. O desafio é grande, mas trabalhamos muito com testes contínuos, com segurança ofensiva. E, como em Londres, fazemos muitos testes. Só que mais. Hoje, já temos o dobro de testes feitos para Londres e faremos muito mais”, relatou o especialista.

De acordo com os organizadores das Olimpíadas de Londres, foram mais de 165 milhões de ataques entre trocas de senhas ou falhas de acesso e, oficialmente, 97 casos foram considerados sérios. Segundo Oliver Hoare, chefe de cibersegurança do comitê na época, mais de 200 milhões de tentativas de negação de serviço foram constatados no site oficial.

"Quem vence um sistema de segurança nas Olimpíadas fica famoso. Será a primeira Olimpíada que teremos um patrocinador da área de segurança da informação (Symantec)", finaliza Rocha.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!