Estados Unidos processarão marcas que usarem hashtags ou imagens da Olimpíada

Por Redação | 28 de Julho de 2016 às 08h39
photo_camera Divulgação

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão chegando, e, com eles, as polêmicas também. Dessa vez é o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) que poderá processar marcas que publiquem sobre o evento esportivo na internet usando hashtags ou imagens - desde que essas marcas não sejam patrocinadoras do Comitê do país ou do Comitê Olímpico Internacional.

É isso aí: marcas que patrocinarem algum atleta sem também serem patrocinadoras de um dos comitês poderão enfrentar uma dor de cabeça judicial se soltarem tweets, por exemplo, com as hashtags #Rio2016 ou #TeamUSA. O órgão chegou até a enviar uma correspondência oficial às companhias que patrocinam atletas norte-americanos com esse alerta. As marcas também foram aconselhadas a não usarem termos e frases como “Olympic”, “Olympian” e “Go for the gold” (que significa algo como “rumo ao ouro”).

De acordo com Sally Bergesen, CEO da fabricante de equipamentos de corrida Oiselle, “custa US$ 300 mil para enviar um atleta aos Jogos, e, para os nossos atletas, o USOC reembolsou cerca de 1% desse custo”. E esse é um grande motivo para que as empresas que patrocinam atletas não aceitem patrocinar também o comitê. Já a gerente de marketing do USOC, Lisa Baird, acredita que o comitê “precisa dar a seus patrocinadores exclusividade de sua propriedade intelectual que é protegida pelas leis dos Estados Unidos.”

Com esse pensamento, o comitê acaba impedindo que empresas que patrocinam atletas familiares, como, por exemplo, o esportista filho do dono da companhia, mencionem os Jogos Olímpicos em suas divulgações na rede. Além disso, a mídia (incluindo veículos de imprensa) poderá divulgar imagens oficiais de atletas estadunidenses durante sua cobertura do evento, mas esses conteúdos não poderão ser compartilhados pelas empresas que não são patrocinadoras dos comitês olímpicos. Na carta que o USOC mandou às empresas, o órgão diz que as companhias que somente patrocinam atletas “não podem referenciar qualquer resultado Olímpico, não podem compartilhar ou repassar qualquer coisa a partir da conta oficial da Olimpíada e não podem usar nenhuma foto tirada na Olimpíada”.

A questão que fica com esse “causo” é: será que é correto um comitê olímpico - podendo registrar hashtags como marcas e, portanto, controlar seu uso - usar um evento internacional do porte dos Jogos Olímpicos como sua propriedade intelectual? Ainda por cima, proibindo empresas patrocinadoras de atletas de divulgarem em suas redes sociais fotos do esportista durante a competição?

Fonte: ESPN

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