Confira as novidades da impressão 3D apresentadas na FITIC 2016

Por Patrícia Gnipper | 19.12.2016 às 12:55
photo_camera DepositPhotos/RomboStudio

Além de uma Área de Games dedicada a desenvolvedores brasileiros de jogos eletrônicos, a FITIC - Feira de Tecnologia e Inovação - reservou boa parte de seu espaço para empresas que apostam em realidade virtual, drones, robótica e impressão 3D. No evento, que aconteceu em São Paulo entre os dias 15 e 18 de dezembro, descobrimos as novidades no que diz respeito aos últimos modelos de impressoras 3D e pudemos conferir tudo o que elas já são capazes de produzir com materiais diversos, como filamentos plásticos rígidos e flexíveis, aço, ferro, bronze, alumínio, fibra de carbono, nylon, madeira, cerâmica e até mesmo matérias-primas alimentícias.

(Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

No stand da 3D Criar, que oferece impressoras 3D e soluções em tecnologia, vimos o quão versáteis já são as impressões em três dimensões existentes no mercado. Há impressoras com corte a laser e área grande de construção (como, por exemplo, 90 x 60 cm) e modelos com cauterização à base de luz e precisão de 5 microns que oferecem fidelidade até nas menores peças para aplicação em odontologia ou joalheria. Também vimos modelos com Wi-Fi e a impressora Zmorph 3D, a “Rolls Royce das impressoras 3D”. Segundo o atendente do stand, o equipamento é do tipo multiferramentas: com precisão de 25 microns, o modelo vem com uma fresadora capaz de fabricar placas de circuito e pode extrusar filamentos exóticos, misturando materiais para confeccionar uma peça ainda mais complexa. E tem mais: a superimpressora também pode cortar papel e acrílico, e ainda é capaz de cortar cerâmica e chocolate (isso mesmo, a impressão 3D já chegou aos alimentos).

Esta é a poderosa Zmorph 3D (Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

Já a Boa Impressão 3D fabrica seus próprios modelos, e um deles é a impressora Stella, que é rápida e compacta ao mesmo tempo. O pessoal do stand acredita que “a Stella vai ser sua primeira impressora 3D, e possivelmente a segunda e a terceira”, de tão moderna e capaz que ela é.

Stella, a impressora 3D da Boa Impressão (Reprodução: Divulgação)

Compacta e precisa, a impressora cabe em uma mesa comum (já que mede apenas 20 x 20 x 20 cm) e consegue produzir camadas de 0,05 mm - o que resulta na precisão esperada. O mais bacana é que é um modelo de baixo custo, ao ser comparado com os demais, sem deixar a qualidade de lado.

Outra fabricante presente na FITIC foi a Puzzles Dynamics, que levou sua impressora 3D Delta 3.0 para ser exibida ao público. O modelo conta com um braço mecânico (armbot) e tem um visual moderno com o objetivo de alinhar a praticidade e qualidade da impressora com o design.

Essa é a 3D Delta, da Puzzles Dynamics (Reprodução: Divulgação)

Totalmente automatizada e de fácil manuseio, a impressora pode ser usada tanto por usuários domésticos quanto por empresas. Como o modelo conta com um ajuste automático, o usuário não precisa fazer a calibração manual - e isso faz com que a experiência de impressão 3D seja ainda mais interessante do ponto de vista do operador.

Pensando em souvenirs e decoração, o projeto itinerante PrintMe 3D esteve presente na FITIC com uma instalação chamativa: não somente expôs os produtos que é capaz de fabricar, como também levou uma espécie de tenda de captação de imagens para quem já quisesse sair da feira com uma lembrancinha em mãos.

Quiosque da PrintMe 3D (Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

Funciona assim: a pessoa entra nessa instalação, que conta com iluminação e câmeras em 360º, preenchendo todo o espaço interno. Ao se posicionar no centro, as máquinas fazem a leitura da aparência e formas daquela pessoa, e sua imagem é levada para os computadores que estão conversando com as impressoras 3D. Feito isso, o cliente escolhe o tipo de corpo e pose do catálogo, e o resultado final são esculturas em miniatura feitas de gesso e resina com a sua cara (literalmente!).

Algumas das miniaturas confeccionadas pela PrintMe 3D (Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

Já levando a tecnologia da impressão 3D a um outro patamar, o pessoal da Tato: Um Toque de Arte leva versões em três dimensões de obras de arte a museus e estabelecimentos afins para que pessoas com deficiência visual consigam, por meio do tato, apreciar aquela obra à sua maneira.

Reprodução 3D da Monalisa, de Leonardo da Vinci (Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

As peças impressas apresentam uma boa fidelidade à obra original, uma vez que mantêm suas perspectivas visuais e volumétricas em proporções reais. Sensores de precisão fazem o escaneamento da superfície do quadro, levando esses dados à impressora 3D, que produz a cópia tridimensional daquela obra. Além do tato, a experiência é complementada com aromas, áudios e sensações - tudo para que o deficiente visual possa conhecer e sentir o que aquela obra é capaz de passar visualmente.

(Fotografia: Patricia Gnipper/Canaltech)

Uma exposição inclusiva como a que a Tato é capaz de proporcionar leva cerca de três meses para ser montada, e a empresa oferece manutenção por seis a nove meses para museus e estabelecimentos culturais que não desejam excluir deficientes visuais de suas exposições.