Claro começa testes de rede para implementar "4,5G" no Brasil

Por Rafael Romer | 28 de Outubro de 2015 às 18h29

A Claro anunciou durante a Futurecom que já está fazendo os primeiro testes em sua rede da nova velocidade "4,5G" de conectividade de dados móveis, na cidade de Anápolis (GO). A tecnologia utilizada é a mesma para agregação das duas bandas de 1800 Mhz e 2500 Mhz do 4G da companhia, elevando a velocidade de conexão em 30% e permitindo downloads acima de 200 Mbps.

"A ideia é pegar as faixas de frequências que tenham interoperabilidade com o LTE e usar essas fatias como um bloco único, dando mais capacidade de output para o cliente", explicou ao Canaltech o Diretor de Engenharia da América Móvil do Brasil, André Sarcinelli.

A cidade goiana foi a primeira escolhida por sua representatividade na região centro-oeste e pela alta demanda de uso de dados do local. A cidade também já havia completado seu processo de refarming de espectro dos 1800 Mhz do 2G para 4G, processo necessário para a implementação da tecnologia de carrier agregation.

A empresa já tem planos de implementar a tecnologia em outras regiões brasileiras, mas não há uma expectativa de massificá-la no país ainda. Em novembro, cidades da região metropolitana de São Paulo como Taubaté e Sorocaba já receberão a nova velocidade, mas por enquanto a capital paulista deverá ficar de fora. "A gente vai avaliar como se comporta, qual a penetração e como esse mercado vai se desenvolver, e em sequência vamos focar onde houver demanda, eventos, estádios, durante as Olimpíadas", disse Sarcinelli.

A tecnologia, que está sendo implementada em parceria com a Huawei em Anápolis e será feita em junto com a Ericsson em São Paulo, exige que o usuário tenha smartphones habitados para o recebimento do sinal agregado — atualmente, só os iPhones 6 e 6S e Galaxy S6 e Edge estão habilitados.

"A tendência é que, com a Claro e outras operadoras entrando [com o carrier agregation] e a demanda de dados se mantendo crescente, o custo de ter essa funcionalidade nos terminais vai cair", avaliou. "Vai depender do interesse do cliente gerar escala".

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