Campus Party Digital terá Tim Berners-Lee e criador do ICQ

Por Felipe Demartini | 29 de Maio de 2020 às 15h35
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Tim Berners-Lee, o criador da web como a conhecemos, e Arik Vardi, um dos homens por trás do ICQ, são dois novos palestrantes confirmados na edição global digital da Campus Party. O evento, marcado para acontecer de 9 a 11 de julho, terá palcos globais e também regionais, com o estado de Goiás aparecendo como um dos destaques brasileiros no ciclo de palestras e apresentações.

O primeiro nome quase dispensa apresentações. O físico, cientista da computação e professor do MIT implementou as primeiras linhas de comunicação entre servidores e clientes HTTP, criando, efetivamente, as bases da internet que usamos até hoje. Ele também é figurinha carimbada na Campus Party, tendo participado de várias edições do evento.

Já Arik Vardi é um dos fundadores da Mirabilis, que em 1996 lançou o ICQ, um dos primeiros softwares de mensageria instantânea do mundo. Gratuito, o aplicativo se tornou amplamente popular e chegou a acumular mais de 100 milhões de usuários registrados. Apesar de ter caído em desuso, a aplicação continua viva até hoje, convertida em um app mobile de comunicação.

Tim Berners-Lee, o criador da web, já participou de algumas edições da Campus Party e volta para fazer parte da edição global digital do evento (Imagem: Engadget)

As novidades foram apresentadas nesta sexta-feira (29) em uma live dos organizadores do evento. A escolha de Goiás, de acordo com Paco Ragageles, fundador da Campus Party, tem a ver com o próprio cancelamento da etapa goiana, que aconteceria em agosto e teve de ser suspensa por causa da pandemia do novo coronavírus. O ímpeto de manter o evento, porém, levou o governo do estado a manter o contato com os responsáveis, levando às iniciativas apresentadas agora.

“Em tempos de crise, precisamos de algo positivo, então faz sentido realizar a Campus Party digitalmente. Queremos falar de inovação, tecnologia, boas ideias e soluções. Goiás viu que esse era o momento de seguir adiante, então permanecemos juntos”, explicou o Ragageles. Na edição global online, serão cinco palcos goianos com palestrantes locais, além de destaque às startups e iniciativas da região.

As inscrições, inclusive, já estão abertas para startups interessadas em expor seus trabalhos virtualmente para os investidores durante o evento. A chamada vai até o dia 21 de junho, com a seleção acontecendo na sequência. Além disso, também como forma de fomentar o desenvolvimento de Goiás, a Campus Party será sede de uma hackaton com os temas agronegócio e logística, com foco nas necessidades econômicas do estado. “Queremos um conteúdo com tempero goiano”, completou o diretor de conteúdo da Campus Party, Thalis Antunes.

A edição digital do evento conta com a parceria do governo do estado, que aparece ao lado da Campus Party nas divulgações desde o anúncio da versão global, em abril. “A pandemia está fazendo muita gente aproveitar o isolamento para pensar em soluções para esse momento difícil. A tecnologia serve exatamente para isso, com [o evento] sendo a oportunidade de dar a essas ideias um amplo espaço”, finaliza Adriano da Rocha Lima, secretário de desenvolvimento e inovação de Goiás.

Inscrições para programas de voluntariado, voltados a estudantes de cursos ligados às áreas de tecnologia e outras que são de interesse da Campuis Party, também estão abertas até o dia 10 de junho. Na mesma data, também se encerra a Call for Talks, com palestrantes e espectadores indicando temas e convidadsos que podem participar do evento.

A maior de todas

Ao reunir o mundo em uma versão digtal da Campus Party, a ideia é criar o evento mais grandioso já realizado na história. De acordo com Ragageles, já são mais de 50 países confirmados além do Brasil, com Inglaterra, Japão, Canadá, Singapura e Austrália entre os confirmados. E a lista só deve aumentar nas próximas atualizações.

Segundo ele, muitos países estavam em negociação para a realização de uma edição presencial do evento há anos, mas o contato com patrocinadores e o alto custo envolvido acabaram impossibilitando o acontecimento. Com a edição digital, tudo muda, e mais nações entraram rapidamente no barco.

A expectativa atual é de 10 milhões de espectadores nas transmissões de palestras, que acontecerão ao longo de três dias e simultaneamente em todas as regiões. As palestras serão transmitidas pelo Facebook e Twitter, com a organização também negociando uma parceria com o YouTube. “Em alguns momentos, precisaremos ter 200 lives simultâneas em um mesmo canal. O desafio tecnológico é enorme e estamos trabalhando [com a empresa] para obter esse apoio”, completou Ragageles.

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