Olimpíadas 2012: segurança do evento será feita com armas sônicas

Por Fernanda Morales | 25 de Julho de 2012 às 11h15

O sistema de segurança que será utilizado durante os Jogos Olímpicos de 2012, que acontecem entre os dias 27 de julho e 12 de agosto, em Londres, Inglaterra, será composto por tudo que há de mais moderno na área para garantir a tranquilidade dos visitantes do evento.

Arma sônica LRAD

Entre os recursos que serão empregados para evitar a entrada de pessoas não autorizadas, de turistas sem ingressos e de tumultos, está a utilização de armas sônicas e de scanners biométricos de digitais e íris.

A identificação de pessoas autorizadas como delegações, equipes de apoio, seguranças e outros funcionários no Parque Olímpico, onde serão realizadas todas as competições durante o evento, será toda feita com leitura biométrica.

A tecnologia foi testada e utilizada durante a construção das instalações, onde todos os funcionários tiveram que passar por um procedimento que registrou suas digitais com base em uma fotografia em três dimensões de suas mãos. Além disso, câmeras de segurança com monitoramento 24 horas por dia também acompanharão as movimentações durante o evento e ao redor das instalações olímpicas.

O contingente de segurança, composto por militares e homens da G4S - empresa contratada para fornecer tecnologia e pessoal para garantir que o evento ocorra sem problemas -, cuidará da patrulha da área das competições e dos meios de transporte, que deverão levar grande parte do público ao complexo esportivo.

LRAD polícia

O equipamento ultrassônico foi usado durante a última conferência do G-20, nos Estados Unidos

Mas uma das principais atrações no quesito segurança das Olimpíadas é a utilização, pela primeira vez em eventos esportivos, de armas sônicas. As Long Range Acoustic Device (LRAD) são equipamentos capazes de transmitir mensagens a longas distâncias e a mais de 150 decibéis.

As LRADs, que são consideradas armas não letais, conseguem evacuar áreas mesmo a longas distâncias e evitar o início de tumultos. O mecanismo foi utilizado inúmeras vezes, como durante a última reunião do G-20, grupo dos vinte países mais poderosos do mundo, em Pittsburgo, nos Estados Unidos, e durante as eleições presidenciais no Iraque após a queda do ditador Saddam Hussein.

“O foco do mecanismo é na propagação do som. Ele é capaz de expandir uma mensagem a muitos quilômetros de distância e em direções distintas. Comandos de voz pré-gravados ajudam a dispersar as pessoas e evitar tumultos”, afirmou Robert Putnam, porta-voz da LRAD em San Diego. O mais interessante com relação ao sistema LRAD é que quem o manipula como, por exemplo, soldados, não escuta a reprodução da mensagem na mesma frequência que as outras pessoas a longas distâncias.

Segurança nas Olimpiadas

Durante o evento esportivo, as armas sônicas serão posicionadas de forma estratégica em navios no rio Tâmisa, ao redor de Londres, e serão operadas pelos marinha britânica. Cada equipamento será montado sobre um tripé, garantindo assim mobilidade e mais eficiência do que os alto-falantes convencionais.

“O sistema LRAD é muito superior aos megafones, que têm alcance limitado e má qualidade de som’, afirmou Putnam. “O mecanismo permite que os responsáveis pela segurança local se comuniquem com as pessoas de forma clara tanto em terra como na água”.

A LRAD, empresa homônima responsável pela produção das armas, possui mecanismos de diversos tamanhos que podem ser acoplados em carros e ser facilmente transportados.

Vale ressaltar que além da utilização de armas sônicas, os policiais e militares também estarão equipados com forte armamento para o caso de conflitos armados e tumultos generalizados. O gasto com segurança nos Jogos Olímpicos 2012 foi estimado inicialmente em 600 milhões de libras, mas estima-se que esse valor tenha saltado para mais de 1 bilhão de libras.

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