Google irá financiar estudo para mulheres e minorias na Code School

Por Redação | 28 de Junho de 2014 às 18h07

O Google está decidido a investir em uma maior diversidade para a área tecnológica. Segundo um anúncio feito durante o Google I/O, a empresa vai pagar três meses de educação continuada para mulheres e minorias que atuem na área.

O anuncio, noticiado pela Cnet, foi feito durante a terceira edição do painel "Woman Techmakers", que este ano é focado em mulheres que trabalham em projetos de robótica para o Google. Uma parceria com a Code School permitiu a iniciativa, onde o Google vai fornecer o ensino gratuito para este público bem específico.

O CEO da Code School, Gregg Pollack, disse em um post no blog da empresa que o Google vai pagar três meses grátis para mulheres e minorias que atuem em tecnologia e queiram expandir suas habilidades.

Segundo o anúncio, mil pessoas irão receber diretamente o benefício. Outras interessadas irão receber um encaminhamento. Para participar, o Google disponibilizou um formulário online.

A educação gratuita para mulheres e minorias faz parte do “Made with Code initiative”, um fundo de US$ 50 milhões criado pelo Google com o objetivo de incentivar a participação feminina no desenvolvimento tecnológico.

Pollack, da Code School, afirmou ainda que apenas um quarto dos empregos em TI é ocupado por mulheres e somente 3% dos cientistas e engenheiros são afro-americanos, o que é uma situação preocupante.

Mesmo o Google tem dificuldades para aprimorar estas estatísticas. Apenas 17% dos funcionários de tecnologia da empresa são mulheres. O número de funcionários afro-americanos e hispânicos também é bem reduzido – 1% e 2%, respectivamente –, entre aqueles que trabalham na área de tecnologia da companhia.

O painel "Woman Techmakers" durante o Google I/O teve sua primeira edição em 2012 com a participação de 300 pessoas, e este ano já eram aproximadamente 1.000. Dessa vez, ele contou com três mulheres falando sobre suas experiências e o que as levaram à robótica: a vice-presidente do Nest, Yoky Matsuoka, a engenheira de hardware do Google X, Gabriella Levine e a engenheira de sistemas, Jaime Waydo.

As três se mostraram muito otimistas com relação à participação feminina na tecnologia. Matsuoka brincou que começou na robótica para construir um parceiro de tênis que a deixasse ganhar, mas também foi motivada para ajudar pessoas que perderam seus movimentos a poder recuperá-los.

Levine contou sua experiência no desenvolvimento de robôs que ajudam no combate de incêndios florestais e outros desastres ambientais. Ela afirmou que algumas ideias irão falhar, mas é possível desenvolver projetos que ajudem a resolver problemas do mundo.

Waydo, que já trabalhou na NASA, desenvolve agora o projeto de carro autocondutor do Google X. Ela incentivou a plateia afirmando que não se deve desanimar por conta de resultados ruins.

Smith concluiu o painel afirmando que o processo de inclusão está apenas começando e ainda numa fase de depuração, mas manteve o otimismo.

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