Futurecom 2014: para presidente da EMC Brasil, TI no Brasil sofrerá revolução

Por Redação | 22.09.2014 às 12:39 - atualizado em 22.09.2014 às 18:43
photo_camera Reprodução

Para o presidente da EMC Brasil, o setor de tecnologia no Brasil deverá passar por uma transformação intensa nos próximos três anos, no qual novas tecnologias e serviços disruptivos baseados em software deverão movimentar o mercado e exigir ações mais efetivas de empresas que queiram continuar competitivas.

O executivo cita o caso do aplicativo de caronas Uber, que causou uma transformação intensa em mercados onde começou a operar, impactando pesadamente o tradicional setor de taxis. O aplicativo chegou a ser temporariamente banido em algumas regiões, como na Alemanha, após um processo iniciado pela associação de taxistas de Frankfurt.

Para acompanhar as mudanças, Cunha explica que será necessário que empresas busquem um modelo mais flexível de operação, quebrando a forma engessada de se atuar, e também invistam mais em inovação com o objetivo de não perderem novas tendências de mercado.

"Vai ser um mercado bem desafiador nos próximos dois ou três anos, para que as empresas consigam sair de um modelo em que hoje se encontram, baseado em uma arquitetura com pouca flexibilidade e agilidade, para uma que permita toda flexibilidade e agilidade para esse novo mercado", afirmou em entrevista ao Futurecom All Year.

Para suportar essa transformação, o executivo afirma que o mercado deve se movimentar na direção de uma infraestrutura em multicamadas. Na base, a camada de datacenter definido por software, que suportará a operação e o legado das empresas, em seguida, uma camada de PaaS que permite o desenvolvimento de aplicações com mais agilidade, seguida por uma solução de BYOD que permita liberdade ao usuário corporativo.

Por cima das três camadas de base, Carlos aponta a importância de se colocar uma camada de Big Data que permita a visualização completa dos dados de operação para insights que permitam a inovação e o aumento de eficiência operacional do negócio. Por fim, a camada de segurança para todo o ambiente.

Sobre Big Data, o executivo afirmou que vê no Brasil um mercado já avançado no que diz respeito a adoção de soluções de análise de dados internos estruturados e não-estruturados por empresas. Ainda assim, o país ainda está muito focado no uso do Big Data para ganho de produtividade, e fica atrás de outros mercados em relação ao uso dessas informações para a criação de novas tecnologias disruptivas.

"Eu ainda vejo o brasileiro muito focado na sua eficiência operacional, na redução de custos devido a regulamentação, e até em segurança, de forma preditiva", opinou. "Agora, o americano já está à frente quando fala em criação de aplicações disruptivas, como Uber e o Netflix".

A EMC, que participará da Futurecom deste ano, aposta no avanço das tecnologias de Big Data no Brasil e, desde o ano passado, opera um centro de pesquisa e desenvolvimento do setor no Rio de Janeiro. No período de um ano e meio, o centro já foi responsável pela criação de três novas patentes nacionais.

Confira a entrevista completa abaixo:

" type="application/x-shockwave-flash">" />