Futurecom 2014: GVT continuará a apostar em serviços premium

Por Rafael Romer | 16 de Outubro de 2014 às 10h06
photo_camera Rafael Romer/Canaltech

A GVT realizou nesta quarta-feira (15) sua apresentação durante a Futurecom 2014, na qual falou sobre os próximos passos da operadora após o anúncio da aquisição da empresa pela Telefônica.

O presidente da GVT, Amos Genish, não deu detalhes sobre qual deverá ser o futuro da marca ou sobre qual será seu papel dentro da empresa após a fusão. No entanto, afirmou que a expectativa é que a GVT mantenha sua oferta de produtos premium mesmo após a compra, com serviços de qualidade superior a média do mercado,

"Somos duas empresas bem focadas em segmentações do mercado, cada segmento vai receber ofertas relevantes para ele. A GVT, é verdade, tem produtos e posição premium e, imagino, vá manter essa posição premium", disse a jornalistas após a apresentação. "Mas a junção das duas empresas vai permitir à nova empresa servir todos os segmentos com produtos relevantes".

Como a compra ainda não foi oficializada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a GVT continua seu "business as usal", como definiu Amos. A estratégia da companhia agora deverá incluir a expansão das ofertas de TV paga, banda larga ultrarrápida e de pacotes quad play. Até o final do ano, a empresa espera investir um total de R$ 2 bilhões em infraestrutura para continuar entregando serviços baseados no posicionamento premium da empresa no setor.

Atualmente, metade dos planos de banda larga contratados na GVT é de 25 Mbps ou mais. Nas áreas onde a rede é 100% fibra óptica, a velocidade mais comercializada é de 35Mbps ou superior. Com 3,1 milhões clientes de banda larga atualmente, a velocidade média é de 14,3 Mbps.

Ainda sobre banda larga, o discurso de Amos também se alinhou com o que foi defendido pelo presidente da Telefônica/Vivo, Antônio Carlos Valente, na apresentação da empresa na manhã da quarta-feira. Genish também destacou como a união entre a GVT e Telefônica poderá trazer uma nova alternativa para o mercado de banda larga fixa do país - hoje dominado em grande parte pela NET no setor de 2 Mbps a 12 Mbps.

"A GVT e Vivo poderiam equilibrar o mercado de banda larga no país e também de TV por assinatura. São dois mercados que estão controlados por um player e, juntos, podemos equilibrar esses mercados e dar mais competitividade, que está em falta", afirmou.

Durante a apresentação, Genish falou ainda sobre a implementação de um plano de big data dentro da GVT a partir deste ano, com dois projetos diferentes: de retenção e de operações.

No segundo, o plano deverá auxiliar a empresa a prever problemas maiores na rede a partir de pequenos sinais que surgem diariamente na rede da empresa. No plano de retenções, o projeto deverá ajudar a empresa a buscar palavras-chave em ligações no call center para ajustar serviços específicos de acordo com o perfil de clientes.

"[O big data] ajuda a gente a entender milhões de ligações ao mesmo tempo e achar produtos e planos mais específicos para cada segmento pequeno ou grande", afirmou.

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