Futurecom 2014: Começou o maior evento de Telecom da América Latina

Por Rafael Romer | 14 de Outubro de 2014 às 09h16
photo_camera Rafael Romer/Canaltech

A 16ª edição do maior evento de TI e Telecomunicações da América Latina, a Futurecom, começou oficialmente nesta segunda-feira (13), após uma cerimônia de abertura que contou com a participação de representantes do setor e do governo, em São Paulo.

"A mensagem que eu quero transmitir é de confiança, confiança no nosso setor e no Brasil, país que tem todas as condições de, em poucos anos, atingir novos patamares de desenvolvimento", disse Laudálio Veiga, diretor da empresa organizadora da Futurecom, Provisuale, na cerimônia de abertura na noite de ontem.

Após dois anos seguidos no Rio de Janeiro, o evento volta para São Paulo e deverá receber mais de 300 palestrantes e quatro mil congressistas de 52 países até a próxima quinta-feira (16). A organização estimou um crescimento de 15% no número de participantes neste ano, que contou com 15 mil inscrições até sua abertura.

Entre os temas que deverão pautar a Futurecom deste ano, estão os assuntos que norteiam os investimentos do setor TI e Telecom nos últimos anos, como as tendências da computação em nuvem, Big Data, redes sociais, analytics e mobilidade. Seguindo o leilão da faixa de 700 MHz para o 4G, realizado no final de setembro, o tema da evolução do LTE e do futuro das redes móveis, como o 5G, também estará no centro da discussão.

Futurecom 2014

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, corta a fita cerimonial para abertura da Futurecom 2014 (foto: Rafael Romer/Canaltech)

"De 2011 para cá, nós fizemos um trabalho, sobretudo, para melhorar o ambiente de negócios no setor", avaliou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante seu pronunciamento. "Acima de tudo, levando para as regiões mais carentes do Brasil o mapa da nossa infraestrutura de comunicações".

Segundo dados apresentados pelo ministro, hoje o Brasil já tem mais de 105 milhões de internautas, com um crescimento de 328% nos acessos de internet de banda larga desde janeiro de 2011.

Levando em consideração só a banda larga fixa, o crescimento foi de 50% no mesmo período. O aumento é ainda maior nas regiões Norte e Nordeste, que tiveram 107% e 91% de acréscimo de uso, respectivamente. De acordo com Bernardo, o uso foi puxado nas regiões principalmente pela ampliação do acesso a pacotes de banda larga popular, que hoje já estão presentes em mais de 4 mil municípios do Brasil.

No setor da banda larga móvel, os acessos saltaram de 20,9 milhões, em janeiro de 2012, para 132,9 milhões. "Esses avanços se deram, por um lado, a um incremento dos investimentos do setor privado, que entre 2011 e o primeiro semestre de 2014 somaram R$ 90 bilhões, por outro lado, as políticas e incentivos do governo federal", afirmou.

Apesar da arrecadação inferior à esperada pelo governo com o leilão da faixa de frequência de 700 Mhz para as redes móveis 4G, o ministro avaliou o fato como um passo importante para aumentar a oferta de internet do país.

Segundo ele, as tecnologias de 3G e 4G são fundamentais para garantir o acesso da população brasileira à Internet de banda larga. "Não temos condição de pensar, em um país com o tamanho do Brasil, que conseguiremos fazer toda a conexão com fibra ótica", avaliou Paulo Bernardo. Agora, as metas do governo são de levar o 4G para todas as cidades brasileiras com mais de 30 mil habitantes até o final de 2017 e de conectar todos os municípios brasileiros à rede 3G até o final de 2019.

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