Futurecom 2014: Cabo submarino de 64 Terabits ligará Brasil e EUA

Por Rafael Romer | 14 de Outubro de 2014 às 14h25

Foram anunciados nesta terça-feira (14) detalhes do projeto internacional para construção de um novo cabo submarino que ligará o Brasil aos Estados Unidos, englobando as empresas Algar Telecom, Angola Cables, a estatal de telecomunicações do Uruguai Antel e o Google.

O contrato entra em vigor a partir de hoje e o início da construção deve começar neste mês. A previsão de término é até o final de 2016.

"O cabo de fibras óticas terá um papel fundamental de atender 300 milhões de potenciais clientes da América do Sul", afirmou Luiz Alexandre Garcia, CEO da Algar Telecom.

Com capacidade inicial de banda de 64 Terabits e 25 anos de utilização, o cabo terá 10.556 Km de extensão e será manufaturado e instalado pela empresa norte-americana TE SubCom. O cabo partirá de Santos e passará por Fortaleza antes de chegar ao seu destino final, em Boca Ratón, nos Estados Unidos.

Futurecom 2014

Da direita para a esquerda: Cristian Ramos, gerente de parcerias do Google; Carolina Rossi, presidente da Antel; Sebastião Souza, presidente da Algar Telecom; Antônio Nunes, CEO da Angola Cables; e John Michell, presidente da TE SubCom (foto: Rafael Romer/Canaltech).

O valor total do projeto não foi anunciado oficialmente, mas é aproximado pelo consórcio em US$ 500 milhões. Cada uma das empresas entrará com o valor referente à sua participação no cabo, e usará a infraestrutura para fins próprios. A Angola Cables e o Google terão dois pares de fibras, enquanto a Algar e a Antel terão apenas um par.

A Angola Cables afirmou que investirá um total de US$ 260 milhões no projeto, mas inclui no valor a construção de um data center em Fortaleza e do cabo que unirá a cidade à Luanda. Em janeiro, a Angola Cables já havia anunciado a construção do cabo que ligaria a capital angolana a Fortaleza, com um custo total de US$ 160 milhões e previsão para inauguração no início de 2016.

"Isso tem tudo a ver com nossa estratégia de desenvolvimento na África", disse Antônio Nunes, presidente da Angola Cables. "Angola pretende ser um hub de telecomunicações na África e por isso está desenvolvendo uma estrutura de cabos submarinos que vai fazer ligações diretas de Angola para a Europa e para o Brasil".

Para o Google, que deverá ser responsável pela maior parte do aporte, o cabo será o primeiro investimento da empresa em fibra ótica na América Latina. "Em termos de conectividade, o Brasil representa um grande mercado, e o Google tem necessidades de tráfego próprias muito altas. Então investir nesse cabo é uma peça chave na estratégia comercial para o Brasil", afirmou Cristian Ramos, gerente de parcerias de infraestrutura para a América Latina . A empresa não abriu o valor exato do investimento, no entanto.

Já a Antel investirá US$ 73 milhões no projeto, mas também inclui o seu projeto fora do consórcio de realizar a ligação de Santos para Maldonado no valor final. A Algar também não abriu detalhes sobre seus investimentos.

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