Fraudes em campo: que países estão mais preparados para transações eletrônicas?

Por Colaborador externo | 16 de Junho de 2014 às 13h25
photo_camera Meu Timão

Milhares de turistas vindos de mais de 30 países estarão circulando pelo país para aproveitar a Copa e usufruir do que o turismo nacional tem a oferecer. A expectativa é que o movimento de estrangeiros pelo Brasil venha a aumentar o número de transações locais.

O Ministério do Esporte (ME) divulgou que mais de 500 mil turistas estrangeiros estão com ingressos em mãos para assistir aos jogos. A esse número, somam-se os acompanhantes e os que virão sem os ingressos comprados. As novas perspectivas já superaram as expectativas calculadas pelo ME. A maioria dos estrangeiros vem dos Estados Unidos, localidade em que os cartões com chip ainda está em estágio embrionário, e da Argentina, país que não utiliza a tecnologia para o dinheiro de plástico.

Confira a seguir quais seleções estão mais preparadas quando o assunto são os meios eletrônicos de pagamentos:

Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões

No primeiro grupo, o Brasil lidera pelos investimentos na prevenção de fraudes, além do número de cartões que usam chips eletrônicos com o objetivo principal de inibir ações fraudulentas como o famoso chupa-cabras, aparelho instalado em máquinas de cartões, ATMs e etc. para acessar os dados e contas bancárias dos usuários. A Croácia, apesar de estar se desenvolvendo nesse aspecto, ainda enfrenta um grande número de fraudes mesmo em compras de valores pequenos. O México também está bem preparado, já que mais de um milhão dos cartões usados pelos mexicanos possuem chips eletrônicos. Camarões fica em último lugar: sua população tem à disposição apenas a tarja magnética.

Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália

Nesse grupo, o Chile não consegue competir com os outros três campeões no quesito cartões. A Austrália fica em primeiro lugar, com 12 milhões do total de cartões em circulação já equipados com chips. Espanha e Holanda disputam o segundo lugar. No entanto, a Espanha tem a facilidade do uso de chips apenas em cidades grandes como Madri e Barcelona. Já na Holanda, 47% dos usuários de cartões em localidades distantes já possuem chips instalados.

Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão

A Colômbia modernizou seu sistema de cartões de crédito e débito recentemente, mas já atinge cerca de seis milhões de consumidores. Apesar da tentativa de também modernizar seu sistema, a Grécia, assim como a Costa do Marfim, ainda tem seu movimento comercial baseado no dinheiro vivo, sendo que apenas 6% da população possui cartão magnético. Já no Japão são movimentados cerca de 20 bilhões de dólares todo ano em transações feitas por cartões de crédito e débito.

Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

No Reino Unido são feitas 125 transações por cartões magnéticos a cada minuto, enquanto a Itália planeja modernizar 40% da sua rede de transações feitas por cartões de crédito ou débito até o final do ano. Enquanto isso, Uruguai e Costa Rica ainda engatinham na questão: apesar de já se utilizar da rede de chips eletrônicos, o número de transações ainda é reduzido, sem que possam competir com os gigantes europeus.

Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras

Mais da metade dos cidadãos suíços fazem compras utilizando o celular pelo menos uma vez por mês, o que mostra como os sistemas de pagamentos são avançados no país. Na França, a maioria dos usuários de cartões de crédito e débito (86%) pretende fazer compras pelos celulares nos próximos seis meses. No Equador e em Honduras, grande parte da população sequer tem acesso aos bancos e contas bancárias, apesar de algumas tentativas de modernizar os sistemas de pagamentos para os que usam cartões magnéticos.

Grupo F: Argentina, Bósnia, Nigéria e Irã

Na Argentina ainda não existem os cartões magnéticos com chips eletrônicos e os pagamentos móveis estão em fase embrionária. O mesmo acontece com a Bósnia que ainda luta para modernizar seus sistemas de pagamento, diferentemente de seus vizinhos europeus já adiantados na questão. A Nigéria é o país africano que disputará a Copa do Mundo onde mais são feitos pagamentos por celulares como uma forma de driblar o difícil acesso aos bancos, já que 80% da população usam aparelhos móveis de comunicação. O Irã é o melhor representante do Oriente Médio no quesito modernização e acesso de pagamentos seguros.

* Texto elaborado por executivos da ACI Worldwide, empresa que oferece sistemas de pagamentos eletrônicos e bancários para mais de 5.000 instituições financeiras, varejistas e processadores em todo o mundo.

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