FIFA vai financiar rede de telecomunicações para a Copa de 2014 no Brasil

Por Redação | 28 de Janeiro de 2013 às 14h55

O Ministério das Comunicações e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) fecharam um novo acordo no setor de telecomunicações nesta segunda-feira (28) para a Copa do Mundo de 2014, que será sediada no Brasil. O acordo definiu que o governo brasileiro será responsável pela estrutura de comunicações do país, que ficará como legado após o fim da competição, e a FIFA financiará uma rede que será usada apenas durante o mundial. As informações são da Agência Brasil.

"Tínhamos algumas diferenças entre o ministério e a FIFA, sobre o que era infraestrutura e o que era serviço. Resolvemos tratar que o que vai ficar no Brasil antes e depois da Copa será de responsabilidade do ministério. O que será usado apenas na Copa será pago pela FIFA", afirmou em nota o titular da pasta.

No momento, a previsão é que o governo nacional invista R$ 380 milhões na criação de uma infraestrutura de telecomunicações para o evento esportivo, e desse montante, R$ 200 milhões serão repassados para o orçamento de 12 redes metropolitanas. Os outros R$ 180 milhões serão destinados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a compra de equipamentos, treinamento de pessoas, reforço e redes.

Jérome Válcke, secretário-geral da FIFA, afirmou que a área de comunicações é primordial para a realização da Copa do Mundo e ressaltou que é necessário que todos os prazos sejam cumpridos. "Estamos trabalhando para que tudo fique pronto a tempo. Insistimos nos eventos testes para resolver possíveis problemas. Alguns estádios serão entregues apenas no final deste ano. Mas tem que entregar no prazo, para que todo o trabalho a seguir tenha prazo suficiente", destacou Válcke.

Na última semana, a Telebras, responsável pela estrutura de comunicações da Copa das Confederações 2013 e da Copa 2014, afirmou que 74% de todas as obras realizadas em seis cidades-sede (Brasília, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Fortaleza) já estão concluídas. Nas outras sedes (São Paulo, Cuiabá, Natal, Manaus, Curitiba e Porto Alegre), apenas 20% das obras foram concluídas.

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