Copa tecnológica: a modernidade a serviço das marcas no Mundial

Por Colaborador externo | 17 de Junho de 2014 às 13h30
photo_camera Divulgação

Por Vivaldo Breternitz*

A Copa do Mundo motivou inúmeras empresas a tomarem iniciativas destinadas ao desenvolvimento de tecnologias, aplicativos e gadgets, com intuito de promover suas marcas, fixar imagem, vender e fidelizar clientes.

Uma delas, que destaca pela amplitude, é do McDonald’s: suas embalagens de batatas fritas passaram a ser ilustradas por doze artistas de diferentes países. Ao reconhecer uma dessas ilustrações, um aplicativo (app) residente em um celular ou tablet, usando realidade aumentada, iniciará um jogo, exibindo na tela a imagem de um campo de futebol. O objetivo do jogo é marcar gols, com o jogador, levando a bola até o gol com toques de dedo, superando obstáculos dispostos pelo campo. O aplicativo chamado “McDonald’s GOL!”, e está disponível para aparelhos Android e iOS.

A novidade pode ser encontrada em todos os restaurantes da rede até o final da Copa do Mundo, com os resultados dos jogadores registrados por país e computados em um ranking mundial.

A Pepsi criou uma máquina automática de vendas, dotada de sensores de movimentos e tela interativa, que dará refrigerantes gratuitamente aos jogadores que conseguirem manter uma bola virtual no ar durante 30 segundos. Cada máquina também manterá um “Hall of Fame” para os jogadores que se destacarem diante delas.

Houve também iniciativas destinadas a desenvolver tecnologia a ser aplicada aos jogos propriamente ditos, sendo a mais relevante a GoalControl, que permite dar aos árbitros a certeza de que a bola cruzou a linha de gol. GoalControl é um sistema composto por 14 câmeras sofisticadas, sete para cada trave. Essas câmeras capturam de maneira contínua, automática e em 3D, a posição da bola e, um segundo após a mesma cruzar completamente a linha de gol, um sinal é transmitido aos relógios dos árbitros.

A tecnologia voltada à saúde também estará presente com o projeto “Andar de Novo”, que fará com que um paciente paraplégico caminhe pelo gramado no dia da abertura da Copa e dê o pontapé inicial do primeiro jogo. Isso será possível com a ajuda de uma estrutura robótica comandada pelo cérebro desse paciente, marcando a abertura de novos caminhos de pesquisa nas áreas de reabilitação e melhora na qualidade de vida de pacientes portadores de doenças que geram paralisia.

*Vivaldo Breternitz é especialista em sistema de informação e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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