Copa do Mundo registra 74 TB de dados trafegados pela imprensa

Por Redação | 15.07.2014 às 15:35
photo_camera Divulgação

A Copa do Mundo no Brasil, além de ter sido eleita por alguns a melhor de todos os tempos, também foi a Copa da tecnologia. Além dos milhões de comentários feitos nas redes sociais sobre o evento, o período registrou o maior tráfego de dados da história das copas, com 74 TB de dados trafegados pela rede da Oi.

A Oi foi a provedora da rede que a FIFA disponibilizou para os cerca de 20 mil profissionais de mídia de 113 países credenciados para realizar a cobertura do evento. O volume de dados deste ano foi três vezes maior que o registrado na Copa do Mundo de 2010 realizado na África do Sul, quando 25 TB de dados foram trafegados pela mídia credenciada.

Os 74 TB registrados nesta edição do evento equivalem a mais de 80 milhões de fotos em resolução normal e 20 milhões em alta resolução, aponta o site Teletime. Esse valor foi registrado apenas no uso dos servidores para a imprensa nas 12 cidades-sede. Nos primeiros dez dias foram gerados 32 TB, sem contar as redes públicas de wi-fi que a Oi instalou nos estádios.

A Oi também divulgou os picos de maior tráfego de dados. O maior foi registrado no dia 23 de junho, com volume de 3,2 TB, quando foram realizados quatro jogos da primeira fase (Brasil x Camarões; Austrália x Espanha; Chile x Holanda e Croácia x México). Até a semifinal, os maiores picos de tráfego de dados tinham sido registrados em dias de jogos do Brasil. Apenas a partida final entre Alemanha e Argentina superou o registrado por Brasil e Holanda no dia da abertura do mundial.

Após o encerramento do último jogo, 404.299 dispositivos estavam conectados na rede wi-fi exclusiva para a imprensa nas 12 cidades-sede, o que leva a Oi a apontar outra característica deste mundial: a multiconexão. Foi comum que um único usuário estivesse conectado com três dispositivos, como smartphones, computadores e tablets.

Segurança

Com a alta conectividade da Copa do Mundo, não apenas a quantidade de dados gerados surpreendeu, mas o evento também foi usado para fins maliciosos. A Trend Micro apontou um aumento nas ameaças a partir de sites de phishing e spam para aplicativos móveis.

Segundo a empresa, um esquema de phishing bastante comum na rede fechada da Copa usava um site de banco online como isca para uma promoção falsa. O esquema atingiu mais de 3 mil usuários em 72 horas. A Trend Micro desenvolveu um gráfico para apontar os usuários que mais caíram no golpe. No topo, com 19%, está os Estados Unidos, seguido do Japão com 14% e Alemanha com 12%. A Austrália foi o país com menos vítimas, com 2% dos afetados.

A Trend Micro realizou ainda uma pesquisa para determinar que tipo de usuário, fã de esportes, foi mais comum durante o evento. Segundo os resultados prevalece o “observador curioso”, que não tem tanta familiaridade com o tema e, portanto, pode ficar mais vulnerável a golpes envolvendo esportes.

Fonte: http://www.itworld.com/security/427105/world-cup-connectivity-was-not-without-its-dangers-trendmicro