Cobertura do 4G chegará a 76% da população da América Latina até 2020

Por Redação | 03 de Março de 2015 às 11h24

As redes 4G LTE estão ganhando cada vez mais força no mercado móvel à medida que sua estrutura é ampliada. De acordo com dados da GSMA Intelligence divulgados nesta terça-feira (03), na Mobile World Congress (MWC), a rede de quarta geração cobrirá mais de três quartos da população da América Latina até o ano de 2020. Os 76% previstos pelo novo cálculo são bem superiores aos números apresentados em 2014, quando a consultoria estimou uma cobertura de 35% para daqui a cinco anos.

Atualmente, as conexões móveis com a tecnologia 4G representam apenas um dígito na América Latina, no entanto a GSMA Intelligence espera que essa participação seja responsável por mais de 25% das conexões em 2020. A previsão da instituição especializada em serviços móveis é de que o total de conexões móveis na América Latina alcance 709 milhões no final de 2014 e 889 milhões em 2020, com a tecnologia 4G representando uma parcela de 28%, ou 245 milhões de conexões, no período.

Um dos fatores que certamente ajudarão no desenvolvimento do 4G na América Latina é o aumento dos investimentos das operadoras móveis. Os custos incorridos para o desenvolvimento ou fornecimento de componentes não consumíveis de um produto ou sistema (Capex) por operadoras latino-americanas está aumentando significativamente nos últimos anos. A previsão é que o montante investido chegue a um total acumulado de US$ 193 bilhões no período de sete anos, entre 2014 e 2020.

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As operadoras que atuam na região investiram quase US$ 8 bilhões em licenças de espectro entre os anos de 2012 e 2015, principalmente para apoiar a expansão do 4G. A quantidade total de espectro atribuído a serviços móveis desde 2012 foi de 1472 MHz, nas faixas de 700 MHz, 850 MHz, 1800 MHz, 1900 MHz, AWS (serviços avançados sem fio: 1700-2100 MHz) e 2,6 GHz.

Outro ponto que estimula a expansão das redes 4G é a aceleração da adoção de smartphones na América Latina. A migração para as redes de banda larga móvel de maior velocidade está sendo impulsionada pela quantidade de telefones inteligentes adquiridos pelos consumidores. Esse tipo de aparelho já corresponde a 32% das conexões da América Latina em 2014. Além disso, espera-se que os smartphones sejam responsáveis por 68% do total de celulares em 2020, tornando a América Latina a segunda maior base instalada de smartphones do mundo, atrás apenas da região Ásia-Pacífico.

No Brasil e na Argentina, a expectativa é que, no ano de 2020, cerca de 72% das conexões sejam feitas por meio de smartphones. Na América Latina, este número só será inferior aos 73% de Chile e Venezuela.

A tecnologia móvel é considerada o principal meio de acesso à internet para boa parte da população latino-americana, principalmente em áreas rurais. No ano de 2011, o número de conexões de banda larga móvel ultrapassou as conexões de banda larga fixa na região. Esta situação ocorre nos principais mercados da região, incluindo o Brasil, que obteve mais de cinco vezes mais conexões de banda larga móvel do que banda larga fixa.

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