Cobertura de rede celular deve ficar incompleta durante Copa do Mundo

Por Redação | 23 de Abril de 2014 às 15h56

Se você esperava poder enviar aquela imagem bacana da torcida na arquibancada ou colocar um golaço em uma rede social durante uma partida da Copa do Mundo no Brasil, pode começar a descartar essa ideia. A organização do evento e as operadoras de telecomunicações não estão conseguindo resolver a falta de sinal para cobertura adequada da telefonia móvel nos locais da realização do Mundial.

De acordo com a agência Reuters, essa é uma preocupação "antiga", pois o evento que serviu (ou deveria servir) de preparação para o Mundial, a Copa das Confederações, já havia revelado que o problema é grave.

"Não queremos que o Brasil seja lembrado como a pior realização da Copa do Mundo de todos os tempos porque os jornalistas não poderão divulgar suas histórias para o restante do mundo", esbravejou, recentemente, o secretário-geral da Fifa, Jêrome Valcke, responsável por fiscalizar o andamento da preparação de nosso País para a Copa do Mundo.

Para ter uma ideia, as pessoas mal conseguiam enviar uma mensagem de texto para comemorar quando o Brasil venceu a Espanha por 3 a 0, na final da Copa das Confederações, no Maracanã. Neste dia, que registrou 73 mil torcedores dentro do estádio, a média diária de tráfego de dados no Rio de Janeiro subiu para um terço da média brasileira, de acordo com a operadora Claro.

As redes de telefonia foram tão requisitadas naquele dia que as baterias dos telefones foram consumidas rapidamente, tamanho o esforço para conseguir sinal. Depois do episódio, as empresas pediram 120 dias para instalar e calibrar as redes em seis novos estádios, e em Curitiba e São Paulo esse prazo caiu para 70 dias. Além disso, vêm sendo investidos R$ 200 milhões para reforçar a cobertura nos estádios.

No entanto, atualmente, a dois meses para a abertura do Mundial, ainda existem muitos "pontos cegos" nos arredores dos estádios, estacionamentos e outros locais importantes.

"Nos aeroportos, nossa intenção foi fazer o mesmo projeto desenhado para os estádios", afirma Eduardo Levy, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). "Mas muitos aeroportos não estarão prontos a tempo. Faremos cobertura externa", lamenta.

Para ajudar a desafogar o intenso tráfego de dados, as operadoras estão ampliando as redes de fibra óptica em cidades-sede e adicionando antenas em hotéis de grande porte, centros de treinamento e instalações e redes Wi-Fi públicas.

Caso a Fifa aprove o uso de redes complementares Wi-Fi nos estádios, a capacidade de dados poderia aumentar em até 50%. O esforço, contudo, parece não ser suficiente, já que resta pouco tempo e não deve haver grandes testes em importantes praças até a abertura, como em São Paulo e Curitiba.

Fonte: http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPEA3M03V20140423?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

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