MWC 2014: Celulares com Ubuntu serão fabricados por empresas da China e Europa

Por Redação | 25 de Fevereiro de 2014 às 08h45

Também tem Linux no Mobile World Congress 2014. A Canonical aproveitou que todos os olhos do mundo estão voltados para a feira de tecnologia em Barcelona, na Espanha, para anunciar os fabricantes de seus primeiros smartphones com o sistema operacional Ubuntu Phone. Tratam-se da chinesa Meizu e da espanhola bq.

Os territórios dos dois parceiros comerciais não são coincidência, mas sim uma estratégia da Canonical para fazer concorrência a outros grandes players do mercado chinês, onde o Linux para celulares deve chegar primeiro. Dois modelos serão lançados ainda em 2014: um intermediário e outro topo de linha, passando longe do mercado de baixo valor, pelo menos por enquanto.

Detalhes específicos sobre os dois aparelhos ainda não foram divulgados, mas a Canonical conta com o Ubuntu Phone em seu estande já rodando a partir de aparelhos dos parceiros, no caso, um bq Aquarius 5 e um Meizu MX3. A empresa espera que 50 aplicativos estejam prontos e funcionando no sistema em seu lançamento, com nomes de peso como Evernote e Grooveshark para começar.

Ubuntu Phone

Além disso, a união com operadoras de telefonia é vista como fundamental para o sucesso desse lançamento. Para garantir o funcionamento de seus novos aparelhos, a Canonical está negociando com empresas como Vodafone, Verizon, Deutsche Telecom e outras, pensando até mesmo em planos de incentivo e valores especiais.

Como bem lembra o TechCrunch, a estratégia da produtora é bem diferente daquela que está sendo implementada pela Mozilla no lançamento dos celulares com o Firefox OS. No caso da concorrente, o foco foi em aparelhos de baixo valor, que teoricamente venderiam mais e espalhariam a palavra sobre o sistema operacional por aí, motivando o interesse de consumidores e parceiros para a produção de aparelhos de topo de linha.

A nova iniciativa da Canonical também é bem mais modesta que os planos iniciais de fabricação do Ubuntu Phone. Em meados de 2013, a empresa veio a público com uma campanha de crowdfunding na esperança de obter US$ 32 milhões para a fabricação do Edge, um aparelho topo de linha que não apenas serviria como smartphone, mas viria com o objetivo de substituir também o computador de seus usuários, trazendo o sistema operacional para desktops em seu interior. A ideia, como se pode imaginar, não foi para a frente.

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