Campus Party 2012: Conversamos com Interney

Por André Fogaça | 07 de Fevereiro de 2012 às 11h48

Durante as andanças entre as bancadas da Campus Party, com o colaborador Caio Machado, encontramos com um dos responsáveis pela edição brasileira do evento. Edney Souza, ou simplesmente Interney, é curador da área de Social Media da Campus Party Brasil, da Social Media Week/SP e do Social Media Labs do InterCon, coordenador do curso de Educação Executiva em Redes Sociais na Trevisan e mais um moooonte de outras certificações. O cara realmente é uma fera.

Aproveitando sua presença no local, batemos um papo descontraído sobre o local da Campus e a atual caçada às bruxas que os governos tem feito contra sites de compartilhamento de arquivos, como o MegaUpload e outros. Leia na íntegra:

CT: O que você notou de melhorias na edição deste ano da Campus Party?

Interney: Cara, tem muita gente que recebeu as credenciais antes, diminuindo a fila do credenciamento. O cadastramento das máquinas está sendo feito aqui dentro e em mais de um ponto, o que evita uma bolha de pessoas em um só local. As pessoas estão entrando mais rápido e há mais espaço com maior distribuição. O espaço entre as bancadas aumentou, o que deve dar mais conforto para as pessoas. Esta era uma grande reclamação no ano anterior.

Sentiu falta de algo que você gostaria que estivesse por aqui e não está nesse ano?

Acho que a última coisa que estava no pedido dos campuseiros e ainda não havia rolado era um espaço para podcasts. Agora temos o Cubo Geek, que é uma espécie de estúdio com isolamento acústico para poder gravar as tomadas. Estou bem satisfeito, neste ano ouviram quase que todas as minhas sugestões.

Qual sua opinião sobre a briga entre os governos e sites que compartilham arquivos na internet?

É meio complicado você fazer uso das leis velhas para novas tecnologias, então o pessoal pega uma lei de mídia física e quer aplicar no espaço digital. A percepção da posse para ambos os mundos já mudou há muito tempo. A duplicação digital (como duplicar um arquivo MP3) é algo inimaginável no mundo físico dos LPs, fitas cassete e outros.

As próprias gravadoras estão trabalhando com novidades, quando elas licenciam as músicas para outros produtos. Jogos como Guitar Heroes, licenciamento para trilhas de cinema e shows, essas são coisas que acontecem com maior frequência.

O dinheiro está entrando, mas se ele não chega ao músico o problema está em outro lugar que não exatamente na pirataria como pensamos. Acho que precisamos repensar os atravessadores, que são como os contratos de gravadoras que não vendem para certas lojas online. Os governos do mundo deveriam impedir este tipo de negociação, já que ela seria positiva para a própria indústria da música.

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