COB planeja oferecer tecnologia de telemedicina para todas as delegações em 2016

Por Redação | 03.08.2012 às 19:15

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta quinta-feira (2) que tem planos de oferecer a tecnologia de telemedicina para todas as delegações que irão competir nas Olimpíadas de 2016, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro.

Robô

Os recursos de telemedicina estão sendo usados pela primeira vez em Londres

Na edição deste ano dos Jogos, os atletas brasileiros de todas as modalidades estão sendo monitorados com precisão graças à utilização de uma pulseira de borracha com um código, que armazena todos os dados do atleta como histórico cirúrgico, de alergias e lesões.

A telemedicina ajuda no diagnótico mais rápido e personalizado, evitando que alguns competidores tenham que deixar o evento por causa de lesões mais sérias. Além disso, o comitê brasileiro também está testando este ano mecanismos de videoconferência pelo celular, garantindo assim que o próprio atleta mostre para o seu médico o que está sentindo através do seu dispositivo móvel.

Segundo a Agência Brasil, a medicina esportiva ainda conta com o auxílio de um robô, desenvolvido pela Universidade de Miami para ajudar no resgate e tratamento de soldados na guerra do Iraque, para tratar as lesões dos atletas.

"Pelo robô, podemos ter imagens de radiologia, exames, ultrassonografias, câmeras remotas, acesso a exames. São três ferramentas para dar o melhor suporte possível aos atletas, em qualquer lugar e hora, tendo acesso aos melhores especialistas disponíveis", afirmou Antonio Mattos, diretor de Telemedicina do Centro de Trauma da universidade.

O robô ajudou a identificar uma lesão grave na ginasta Laís Souza, que a tirou da delegação e das competições, e também no tratamento dos atletas que ainda estão em Londres.

E em 2016, a organização do evento planeja fornecer essa tecnologia para os atletas de todos os países que estiverem competindo, elevando o nível da medicina nacional.