Fórmula E pode integrar corridas reais e virtuais

Por Redação | 23 de Junho de 2016 às 11h31

Como se não bastasse ser a primeira categoria do automobilismo a utilizar apenas carros elétricos, a Fórmula E, agora, deseja adicionar os e-Sports à sua lista de pioneirismos. A direção da modalidade anunciou a criação de um grande evento que vai colocar fãs e jogadores especializados em games de corrida para competir contra seus pilotos reais, em um torneio que vale prêmios em dinheiro.

O primeiro grande acontecimento do tipo deve acontecer em janeiro do ano que vem, durante a CES, um dos principais eventos de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas. Na primeira edição, um “grande” prêmio será entregue ao melhor piloto, mas ela também servirá como teste para uma iniciativa ainda mais ousada, que pode garantir pontos extras para os pilotos durante a temporada.

A ideia é do diretor da Fórmula E, Alejandro Agag, que vê no e-Sports e em sua convergência com as categorias reais uma grande oportunidade para tornar ambos mais desafiadores e interessantes. A corrida de janeiro, diz ele, já será a maior realizada na história das competições virtuais de corrida, já que será a primeira vez que 20 pilotos profissionais concorrerão com fãs e competidores de videogame selecionados a partir de seletivas que começam neste segundo semestre, e com prêmios na casa dos milhões de dólares.

Se seguir a lógica de outros eventos do tipo, em que gamers já foram colocados para correr ao lado de pilotos selecionados, o game da vez será o simulador Forza Motorsport 6. O diretor da categoria frisa que, em janeiro, todos os 20 competidores participarão da prova, e que sua expectativa é de um atleta do e-Sport vencendo os pilotos reais da Fórmula E.

Por mais que todos possam treinar desde já no videogame, o circuito escolhido será revelado aos participantes apenas na manhã da corrida. Essa é uma maneira de emular o sentimento da própria Fórmula E, já que, como se trata de uma categoria nova, a maioria das corridas estão acontecendo pela primeira vez, por mais que algumas ocorram em circuitos já conhecidos de alguns pilotos.

O brasileiro Lucas di Grassi, atual líder em pontos na categoria, aprova a ideia e ainda salienta seu potencial inclusivo. Para ele, existem muitos pilotos habilidosos nas pistas virtuais, que acabam não chegando às reais por falta de oportunidades ou condições financeiras. Criar um evento de e-Sports, então, é uma forma de privilegiá-los.

Fonte: Autosport

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