Hackers russos invadem servidores nos EUA e roubam dados de Donald Trump

Por Redação | 14 de Junho de 2016 às 21h48

De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Washington Post nesta terça-feira (14), hackers do governo russo tiveram acesso aos servidores do DNC, Comitê Nacional Democrata. Com o ataque, os hackers conseguiram invadir todos os computadores com dados sobre Donald Trump -–candidato republicano que concorre à presidência norte-americana.

Segundo declarações confirmadas pelo próprio órgão, os russos tiveram acesso a todos e-mails e mensagens trocadas pelos representantes do Comitê. Além disso, os invasores conseguiram ler documentos de pesquisa e roubaram dois arquivos.

O ataque, que foi descoberto há seis semanas, após os administradores de TI notarem algumas ações estranhas nos servidores, teve duração de aproximadamente um ano. Porém, aparentemente os hackers não tiveram interesse no acesso a informações financeiras, o que demonstra que possivelmente a ação foi feita apenas com o intuito de espionar o que está acontecendo na política dos Estados Unidos.

Depois de chamar a empresa de segurança CrowdStrike, os investigadores descobriram que não uma, mas duas equipes de hackers diferentes estavam ligadas aos ataques dos servidores do DNC. Ambas já são bastante conhecidos do governo norte-americano, e são considerados grupos patrocinados pelo Estado russo.

Uma delas, apelidada como Fancy Bear, está ativa há dez anos e provavelmente está ligada à inteligência militar da Rússia. O outro grupo, Cozy Bear, é o responsável por invadir os servidores da Casa Branca e das Forças Armadas dos EUA no ano passado.

Shawn Henry, presidente da CrowdStrike, afirma que faz parte do trabalho de todos os serviços de inteligência a obtenção de informações sobre os adversários. "Eles nos consideram como adversários da Rússia. O trabalho todos os dias é reunir informações de inteligência sobre políticas, práticas e estratégias do governo dos Estados Unidos. Há diversas formas de fazer isso, e hackear é uma das mais importantes", completou Henry.

Apesar das aparentes relações entre as organizações hackers e o governo russo, um porta-voz da Embaixada da Rússia afirmou não ter conhecimento sobre as invasões.

Fonte: The Register

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