Google é acusado de continuar monitorando a navegação de estudantes nos EUA

Por Redação | 03.12.2015 às 09:52

Apesar de ter se comprometido com a justiça dos Estados Unidos a parar de monitorar a navegação de estudantes em seus programas educativos, o Google teria continuado com tal prática, denuncia a Electronic Frontier Foundation (EFF) em queixa realizada nesta terça-feira (1).

O grupo acusa o Google de utilizar dados coletados por meio do programa Google for Education e ofereceu uma denúncia junto a Federal Trade Comission, órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela proteção do consumidor e por combater práticas de mercado desleais.

O Google tem uma série de iniciativas no mercado educacional, vendendo Chromebooks e tablets a baixo custo para escolas e professores em várias partes do mundo. De acordo com a própria empresa, mais de 50 milhões de pessoas entre alunos e professores fazem uso de seu pacote de aplicativos educativos — o Google Apps for Education.

De olho em tudo

Entretanto, apesar da aparente boa intenção, a EFF acusa o Google de monitorar basicamente tudo o que um estudante realiza quando ele está logado em sua conta do Google, independente do navegador escolhido para acessar a web. Dados como histórico de navegação, vídeos assistidos no YouTube e até mesmo cliques feitos em resultados de buscas (que, no caso dos estudantes logados, não seriam “anônimos”), podem ser identificados a partir das informações monitoradas pela gigante das buscas.

De acordo com a PC World, o Google se recusou a comentar o caso, mas divulgou um comunicado exaltando os esforços da EFF, mas garantindo que a empresa cumpre as determinações legais com as quais se comprometeu.

“Nossos serviços permitem que estudantes de qualquer lugar aprendam e mantenham suas informações privadas e seguras”, informa o texto. “Apreciamos o foco da EFF na privacidade dos estudantes, mas estamos confiantes de que estas ferramentas cumprem tanto as premissas legais quanto as nossas, incluindo a Garantia de Privacidade dos Estudantes”, finaliza o comunicado.

Fonte: Electronic Frontier Foundation, PC World