Equador diz ter sofrido 40 milhões de ciberataques após prisão de Julian Assange

Por Rafael Arbulu | 16 de Abril de 2019 às 13h33
Jack Taylor/Getty Images
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A prisão do ciberativista e figura mais proeminente do site WikiLeaks, Julian Assange, não passaria incólume por coletivos de ativismo digital no mundo. Após a prisão do jornalista e hacker, o site especializado em vazamentos liberou na rede toda a sua base secreta de documentos governamentais, impactando vários países. Agora, adicionando gasolina ao fogo, o governo do Equador alega ter sofrido cerca de 40 milhões de ciberataques desde que Assange foi preso.

De acordo com o ministro da tecnologia da informação e comunicação do país, Patricio Real, diversas instituições do governo foram alvos de ataques de negação de serviço (DDoS) vindos de várias partes do mundo. As instituições mencionadas incluem o escritório do presidente Lenín Moreno, a Receita Federal equatoriana e o Banco Central. Real diz que “a maior parte” dos ataques veio de países como EUA, Reino Unido, Áustria, Brasil, França, Alemanha, Holanda, Romênia e até mesmo internamente, do próprio Equador.

O Equador era considerado “uma nação amiga” do ciberativista Julian Assange, que tomou refúgio na embaixada do país em Londres durante o governo do ex-presidente Rafael Moreno. À época, o governo local rechaçava a noção de que as autoridades britânicas teriam autoridade para prendê-lo mesmo em solo da embaixada. A situação mudou, porém, quando o atual presidente assumiu o cargo neste ano: a partir daí, o governo passou a enxergar Assange como “um problema herdado”, gradualmente cortando o seu acesso à internet e sinalizando que liberaria a entrada das autoridades londrinas para apreendê-lo.

Julian Assange é jornalista e ciberativista, além de ser a figura mais conhecida do site especializado no vazamento de documentos governamentais secretos Wikileaks. Ele enfrentava ações judiciais e acusações de vazamentos por diversos governos — mas eram os Estados Unidos quem encabeçavam o embate jurídico. Outra acusação vinha do governo da Suécia, onde Assange enfrentava alegações de estupro por ter feito sexo com duas garotas de programa no país sem preservativo. A ausência do método contraceptivo é crime passível de pena de morte na Suécia, mas a recente prisão do ativista não levou isso em consideração.

Fonte: Agência France Presse

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