China teria programa que espiona e-mails de oficiais da Casa Branca desde 2010

Por Redação | 10 de Agosto de 2015 às 15h45
photo_camera Divulgação

Mais uma semana, mais uma situação envolvendo casos de espionagem. Desta vez, ação foi contra os Estados Unidos: de acordo com a rede americana NBC News, que teria obtido um documento secreto e o depoimento de um empregado do setor de inteligência, ciberespiões da China têm acessado e-mails pessoais de funcionários do alto escalão da Casa Branca.

Batizado com os codinomes "Dancing Panda" e "Legion Amethyst", o programa de vigilância foi detectado em abril de 2010 e reportado em um comunicado ultrassecreto divulgado pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA no ano passado — na época, o mecanismo ainda estava em funcionamento. Não foram divulgadas quantas mensagens ou pessoas foram afetadas pela suposta invasão, mas o informante revela que "todos os principais nomes oficiais dos setores de segurança e comercial" foram alvos.

A emissora ainda alega que os hackers chineses colheram a lista de contatos desses funcionários para vasculhar suas redes sociais e enviar malwares para seus amigos. Ao que tudo indica, o suposto ataque não teve como foco a infraestrutura de TI ou inteligência da NSA, mas sim as contas pessoais dos profissionais que administram esses setores, além de funcionários ligados diretamente ao governo do presidente Barack Obama.

Outro detalhe publicado pela NBC News é que parte dessas contas invadidas estariam hospedadas no Gmail e outros serviços de e-mail populares. Em 2011, o Google revelou que os logins pessoais de alguns funcionários norte-americanos foram alvos de um ataque, e nesse grupo estariam inclusas as contas privadas de outras pessoas relacionadas ao governo. Procurada pela reportagem, a NSA não quis comentar sobre o assunto.

Vale lembrar que um documento vazado por Edward Snowden, ex-técnico da agência, indica que, no final de 2010, a China tentou infectar os PCs e espionar os e-mails de quatro funcionários do alto escalão nos Estados Unidos. Isso inclui Gary Roughead, na época chefe das operações navais, e Mike Mullen, até então presidente do Joint Chiefs of Staff, divisão ligada ao Departamento de Defesa que assessora cargos como o secretário de Defesa, o Conselho de Segurança Interna, o Conselho de Segurança Nacional e o presidente em assuntos militares.

Fonte: NBC News

Leia também: