Rússia volta a usar máquinas de escrever para evitar espionagem, afirma jornal

Por Redação | 11.07.2013 às 17:51

O medo da espionagem praticada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos tem feito com que algumas atitudes inusitadas sejam tomadas. Segundo o jornal russo 'Izvestia', o Serviço Federal de Proteção local comprou 20 máquinas de escrever para proteger dados e informações sigilosas do vazamento pelo meio digital. As informações são do jornal A Folha de S. Paulo.

O programa PRISM foi revelado no último mês pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden. Os documentos vazados mostram que o governo norte-americano monitora com frequência as ligações telefônicas e a atividade na internet dos norte-americanos, bem como de diversos outros países, incluindo o Brasil.

Fontes próximas ao governo russo informaram à publicação que a decisão de voltar a usar as máquinas de escrever era analisada pelas autoridades há três anos, desde que o WikiLeaks divulgou os primeiros documentos sobre a política externa norte-americana, com a medida estudada conquistando mais adeptos com as revelações de Snowden. A decisão foi tomada efetivamente depois que as escutas feitas pelos norte-americanos das atividades do atual primeiro ministro e então presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, durante a G20 de 2009, foram divulgadas.

As máquinas são usadas em todas as repartições que tratam de assuntos confidenciais e as fontes afirmam que o Ministério da Defesa russo nunca deixou de usá-las, por considerá-las mais seguras e menos vulneráveis a casos de espionagem eletrônica.