Obama deve consultar líderes sobre avaliação da NSA na próxima semana

Por Redação | 08 de Janeiro de 2014 às 15h56

Ao que tudo indica, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, em inglês) está perto de passar por uma reformulação drástica. Ou não. Tudo depende de uma série de reuniões que serão realizadas entre o presidente do país, Barack Obama, e líderes da inteligência e do Congresso americano.

Segundo a agência de notícias Reuters, ao final deste mês, Obama deverá apresentar uma série de reformas no modo como a NSA deve coletar dados, dando certeza que americanos e países estrangeiros não estão tendo sua privacidade violada.

Vale lembrar que o questionamento é consequência da denúncia de espionagem feita em junho, por Edward Snowden, ex-prestador de serviços da NSA, que revelou por meio de documento a coleta indiscriminada de telefonemas, e-mails e outros registros, não só do país, mas também da Alemanha, Brasil e outras localidades.

Encontros

Para apresentar essa série de alterações, Obama passou parte de suas férias no Havaí analsiando recomendações de um painel externo realizado com consultores da Presidência. O presidente também receberá em breve uma revisão interna da Casa Branca, que vai ajudar nas reformas a serem anunciadas. Além disso, funcionários da Casa Branca afirmam que Obama realizará encontros com líderes de diversas áreas do governo.

Na próxima quarta-feira (15), ele deverá se reunir com líderes da comunidade de inteligência e membros do Conselho de Supervisão da Privacidade e das Liberdades Civis, um grupo independente que auxlia a Casa Branca em questões que envolvam privacidade. Já na quinta, Obama se encontrará com líderes do Congresso.

Em algumas ocasiões, Obama já deu a entender que gostaria de melhorar controlar a NSA, porém, sem desarmar os EUA por completo, isto é, permitir algumas checagens que fossem necessárias. Uma das opções que o presidente tem debatido é que apenas empresas privadas tenham os registros telefônicos coletados, ao invés de órgãos governamentais. A ideia seria transmitir mais confiança aos americanos, porém, especialistas afirmam que isso tornaria os dados menos seguros.

Por fim, Obama também está analisando a proibição das escutas de líderes de nações aliadas dos Estados Unidos, como no casa da chanceler alemã, Angela Merkel, que teve seu celular monitorado.

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