Microsoft oferece à NSA acesso a e-mails e chamadas em vídeo, diz jornal

Por Redação | 12 de Julho de 2013 às 14h18

Novos documentos e revelações sobre o programa de espionagem PRISM conduzido pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos não param de surgir. Dessa vez, os documentos divulgados por Edward Snowden, ex-funcionário da NSA, colocam a Microsoft em maus lençóis, ao afirmar que a companhia oferecia aos agentes de inteligência acesso a e-mails, chamadas de vídeo, entre outras informações de seus usuários, como revela nova reportagem do The Guardian.

A reportagem afirma que a Microsoft quebrava a criptografia dos seus próprios serviços para garantir o acesso dos agentes ao Outlook.com, ao extinto Hotmail, ao SkyDrive e até às mensagens e chamadas de vídeo compartilhadas pelo Skype. O acesso fornecido aos serviços se encontrava em estágio pré-criptografado e os agentes da NSA eram capazes de ler até as mensagens trocadas por meio dos chats.

Os documentos mostram que a agência norte-americana ficou preocupada com o lançamento do Outlook.com e com seu acesso às mensagens criptografadas. Mas, arquivos datados de 26 de dezembro de 2012 revelam que a Microsoft trabalhou ao lado do FBI no desenvolvimento de uma ferramenta que continuasse a garantir o acesso aos bate-papos criptografados de chats.

Depois de meses de trabalho conjunto entre a gigante do software e o FBI, em abril deste ano, os agentes do programa PRISM começaram a ter acesso aos documentos arquivados e compartilhados no SkyDrive. E, nove meses após a compra do Skype pela Microsoft, o serviço de chamadas em vídeo ficou mais vulnerável ao monitoramento do governo norte-americano.

Em comunicado oficial, a Microsoft nega mais uma vez qualquer participação ou ajuda ao programa PRISM, afirmando que apenas fornece os dados de seus usuários "em resposta a exigências governamentais, e apenas de usuários ou contas específicas". Outras companhias como Apple, Yahoo!, Facebook e Google também são acusadas de fornecer acesso aos seus servidores para o programa de espionagem, algo que negaram veementemente assim que os primeiros documentos foram divulgados.

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