Jornalista vai divulgar nomes de pessoas espionadas pela NSA

Por Redação | 27 de Maio de 2014 às 14h48

O jornalista Glenn Greenwald, contato do ex-analista da NSA Edward Snowden e responsável pela revelação de todos os segredos recentes da agência, diz estar “guardando o melhor para o final”. Segundo ele, a última matéria a ser publicada sobre o assunto deve sair no início do segundo semestre e vai revelar alguns dos alvos específicos da agência de segurança dos Estados Unidos.

De acordo com o jornalista, já é conhecido por todo que a organização praticava vigilância ostensiva e que todo e qualquer cidadão poderia ser um alvo. Mas, segundo ele, a ideia agora é revelar quem são alguns dos principais alvos de interesse da NSA, além de elucidar alguns pontos sobre como tais pessoas foram selecionadas e de que forma elas eram observadas diariamente.

Mas Greenwald já dá uma dica: nem todas elas estão necessariamente associadas ao terrorismo. Confirmando muitas das suspeitas de críticos da posição da NSA, o jornalista questiona se dissidentes políticos, críticos da administração Obama ou ativistas não poderiam também fazer parte da lista de alvos em potencial e se tais indivíduos realmente se encaixam na categoria de ameaças à segurança nacional que a organização tanto afirma estar tentando combater.

Além disso, a matéria deve revelar de que forma os “suspeitos” são selecionados e o que é feito com a informação sobre eles depois de sua obtenção. É o que o repórter está chamando de “o grande show de fogos de artifícios”, uma história que, desde que chegou a seu conhecimento, há um ano, ele sabia ser a maior de todas. As informações são do Business Insider.

Greenwald foi contatado por Edward Snowden no início de 2013, com as primeiras revelações sobre a espionagem ostensiva praticada pela NSA sendo reveladas em junho do mesmo ano. Ao todo, mais de 200 mil documentos foram obtidos pelo ex-analista e repassados ao jornalista, constituindo um dos maiores vazamentos de informação da história do governo norte-americano.

Entre as revelações feitas estão a coleta ostensiva de dados telefônicos, de mensageiros instantâneos e outras comunicações eletrônicas, além da interceptação de equipamentos de rede para instalação de backdoors e outros dispositivos de vigilância. Além disso, não eram apenas os cidadãos comuns que estavam na mira de NSA, mas também líderes de governos estrangeiros e aliados, como é o caso da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Glenn Greenwald vive hoje no Rio de Janeiro, de onde continua publicando seus artigos em inglês e trabalhando como repórter para veículos como o jornal The Guardian. Já Edward Snowden recebeu asilo político na Rússia e aparece eventualmente na mídia, trabalhando em prol da liberdade de informação e privacidade.

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