Huawei afirma que acusações de espionagem contrárias a ela são "racismo"

Por Redação | 19.07.2013 às 15:39

Michael Hayden, ex-chefe da CIA e da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, afirmou durante entrevista ao Financial Review que a Huawei espiona seus usuários em diversos países e que os dados coletados são repassados para o governo da China. Hayden, por sua vez, não apresentou provas para sua acusação e afirmou que esta conclusão partiu do seu "julgamento profissional".

A acusação não agradou nenhum pouco à fabricante chinesa, que afirmou que as denúncias infundadas são uma "difamação corporativa racista inspirada em politicagem". A Huawei afirmou em nota oficial enviada ao site The Verge que as acusações também têm como objetivo desviar as atenções acerca do programa de espionagem eletrônica conduzido pelo governo norte-americano e revelado no mês passado.

"Isto é um absurdo cansativo que temos ouvido nos últimos anos, posto como um objeto brilhante e frágil para distrair a atenção do real comprometimento de redes globais de informações, que foi exposto nas últimas semanas", afirmou em nota William Plummer, vice-presidente para assuntos externos da Huawei. "Redirecionar as atenções e a calúnia para a Huawei pode parecer normal porque a companhia é baseada na China, e nisso não há nenhum dano, nenhuma falta, certo? Errado. A Huawei é uma empresa comprovadamente global que atua em 150 mercados (...) Alguém diz que eles têm provas de algum tipo de ameaça? Ok. Então, mostre. Ou cale-se".

A Huawei também é acusada de servir ao governo chinês como espiã e de que teria sido peça-chave na condução de ataques cibernéticos contra uma série de empresas norte-americanas. Esta especulação – que a empresa nega – comprometeu seu desempenho na venda de produtos de rede nos EUA e no Reino Unido, onde uma investigação sobre o caso está sendo conduzida. Nenhum dos países que acusam a companhia chinesa possuem provas concretas contra ela.