Governo dos EUA volta a culpar a China por ataques hackers

Por Redação | 13 de Junho de 2014 às 09h27

Em mais um extenso relatório, o governo dos Estados Unidos voltou a acusar a China de realizar ataques cibernéticos contra empresas de infraestrutura norte-americanas, mais especificamente aquelas que operam nos setores de comunicação, satélites ou produtos aeroespaciais. As conclusões foram obtidas pela Crowdstrike, uma firma de segurança contratada para realizar checagens do tipo, e divulgadas pelo The Daily Dot.

De acordo com a companhia, o rastreamento de alguns IPs levou os especialistas da empresa a uma conta no serviço de hospedagem de imagens Picasa. Nas fotos, que não foram divulgadas, um dos supostos responsáveis aparece vestido com o uniforme do Exército de Libertação Popular. Além disso, um álbum com o título “Office” parece mostrar o interior do edifício de onde as tentativas de invasão teriam sido realizadas.

Os ataques teriam sido baseados em falhas de segurança conhecidas de softwares como o Adobe Reader e o Microsoft Office. Todos teriam sido rastreados de volta para um edifício em Xangai conhecido como PLA 61486. Como a sigla já diz, se trata de uma instalação do Exército de Libertação Popular, que abrigaria mais uma unidade da equipe cibernética do governo chinês.

A divulgação do relatório acontece após uma grande apresentação realizada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. No final de maio, o governo anunciou o indiciamento de cinco chineses por espionagem digital e realização de ataques cibernéticos também contra empresas de infraestrutura. Na época, os EUA solicitaram a extradição dos responsáveis, um pedido que, claro, não foi acatado.

Essa também não é a primeira vez que uma base do Exército de Libertação Popular é identificada como centro de ataques hackers. Em fevereiro, outro relatório governamental indicou o PLA 61398, também em Xangai, como fonte de tentativas de invasão direcionadas a oficiais norte-americanos. Na época, a China negou tais acusações e, inclusive, chamou o governo dos EUA de hipócrita por também realizar ações desse tipo contra o país asiático.

A troca de acusações tem azedado cada vez mais as negociações diplomáticas entre China e Estados Unidos. Após o indiciamento de seus cinco oficiais, o país asiático cortou completamente todos os laços com um acordo de integração digital que vinha sendo trabalhado entre ambas as nações. Na época, Xangai afirmou também que esse é apenas o primeiro passo de um distanciamento diplomático que deve ser visto também em outras áreas não relacionadas ao digital.

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