Dilma e seus principais assessores foram monitorados pela NSA

Por Redação | 02 de Setembro de 2013 às 12h56

Uma reportagem exibida no último domingo (1º) pelo programa "Fantástico", da TV Globo, gerou uma série de discussões após indicar que, entre os documentos divulgados por Edward Snowden, estava uma prova de que a presidente Dilma Rousseff e seus assessores foram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).

Na matéria, o jornalista britânico do The Guardian que mora no Rio de Janeiro, Glenn Greenwald, apresentou um documento entregue a ele por Snowden na primeira semana de junho, com provas de que a NSA gostaria de "melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores".

Glenn afirma que os documentos comprovam que as espionagens contra a presidente do Brasil foram concluídas com sucesso. "Ficou muito claro, com esses documentos, que a espionagem já foi feita, porque eles não estão discutindo isso só como alguma coisa que eles estão planejando. Eles estão festejando o sucesso da espionagem", afirmou o jornalista.

O documento apresentado pelo Fantástico indica ainda que o presidente do México, Enrique Peña Nieto, também teria sido um dos alvos do esquema de espionagem. Endereços eletrônicos, sites visitados e números de telefones faziam parte da monitoração do programa norte-americano de espionagem dos governos. O documento diz ainda que a NSA teve sucesso contra alvos de alto escalão: Brasil e México – alvos considerados importantes, pois costumam proteger a sua comunicação.

Reação do governo brasileiro

Ainda no último domingo (1º), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para discutir o caso. Entre as medidas adotadas para esclarecer a denúncia de espionagem, Thomas Shannon, o embaixador norte-americano no Brasil, será chamado para dar algumas explicações formais.

"Se forem comprovados esses fatos, nós estamos diante de uma situação que é inadmissível, inaceitável, porque eles qualificam uma clara violência à soberania do nosso país. O Brasil cumpre fielmente com suas obrigações e gostaria que todos os seus parceiros também as cumprissem e respeitassem aquilo que é muito caro para um país que é a sua soberania", disse Cardozo.

Ministros foram convocados para uma reunião de emergência, quando a presidente deve tratar do assunto.

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