Garoto de 17 anos arremata servidor original do Wikileaks com cartão do pai

Por Redação | 14 de Setembro de 2013 às 15h17
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O servidor que hospedou informações críticas divulgadas pelo site WikiLeaks foi vendido por US$ 33 mil (cerca de R$ 75 mil) na última quinta-feira (12/09), de acordo com a agência Reuters. O modelo é um Dell Poweredge R410, estimado atualmente em US$ 4 mil. Entre as informações que passaram pelo equipamento estão arquivos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, além de uma grande quantidade de dados diplomáticos confidenciais.

O equipamento foi arrematado por um garoto de 17 anos que utilizou o cartão do pai para dar o lance – obviamente, sem autorização dele... O primeiro lance do garoto foi de US$ 10,2 mil. Depois disso, outras sete ofertas foram dadas por ele até que arrematasse o produto.

Após ter recebido a notícia, o pai do garoto entrou em contato com os organizadores do leilão afirmando que o filho é "fascinado por teorias da conspiração" e que não autorizaria a compra do servidor. Então, o segundo maior lance foi contemplado (US$ 32,9 mil).

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O aparelho não contém mais as informações referentes ao WikiLeaks, já que os HDs dele foram apagados. A empresa sueca Bahnhof, que hospedava os dados do WikiLeaks, vendeu o servidor da Dell no site eBay. O presidente executivo da Bahnhof, Jon Karlung, disse que o aparelho era "uma relíquia dos nossos tempos".

"Acredito que esta máquina tenha um valor simbólico muito alto. De certo modo, é um tipo de artefato, um objeto que deixou uma marca na história mundial" , afirmou Karlung à Reuters.

Grande parte dos dados obtidos pelo WikiLeaks sobre o exército americano foram repassados pelo soldado Bradley Manning (hoje, Chelsea Manning). Foram mais de 700 mil documentos militares e diplomáticos. Ele foi recentemente condenado a 35 anos de prisão pelo ato.

O fundador do WikiLeaks, o jornalista Julian Assange, que se encontra em um imbróglio internacional e não pode deixar a embaixada equatoriana de Londres, Inglaterra, lançará no Brasil seu livro "Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet" e participará de uma videoconferência gratuita, em São Paulo, na semana que vem.

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