FBI pode estar bisbilhotando você através da webcam sem seu conhecimento

Por Redação | 11 de Dezembro de 2013 às 10h20

A informação foi confirmada por Marcus Thomas, um ex diretor-assistente do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, ele afirmou que sim, o FBI consegue ativar webcams remotamente e sem disparar o flash de LED que a maioria delas tem e que indica que o dispositivo está em funcionamento.

De acordo com ele, a técnica já vem sendo usada há alguns anos e se assemelha bastante à utilizada pelos hackers, que exploram a vulnerabilidade dos computadores para fazer ataques de phishing. A coisa funciona da seguinte forma: a polícia dispara e-mails disfarçados a endereços de pessoas que deseja espionar. Nesses e-mails há um link ou mais que, quando clicados, infectam o computador do usuário, conectando-o a um computador da agência. A partir de então, é possível explorar algumas falhas de segurança e configuração para desabilitar a luz que indica quando a câmera está em operação e ativá-la para espionar o sujeito.

O caso veio à tona durante o detalhamento de uma investigação de um suposto terrorista iraniano, citado nos relatórios apenas como "Mo". Segundo as investigações, ele fez uma série de ameaças com bombas a universidades e aeroportos, mas a polícia não conseguiu rastreá-lo e teve que usar a técnica. Apesar disso, Thomas garantiu que ela é usada somente em casos extremos, suspeita de terrorismo e em investigações mais sérias para transpor a burocracia e agilizar as coisas.

Quanto a "Mo", ele vem recebendo e-mails desde dezembro de 2012 e até agora não clicou em nenhum link enviado pelo FBI. "O programa nunca funcionou da forma que esperávamos que funcionasse", relatou em tom de desapontamento um agente federal à corte norte-americana.

Pelo visto, "Mo" é mais esperto do que a polícia pensava que fosse e continua foragido.

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