Estados Unidos: 'não vamos torturar ou matar Edward Snowden'

Por Redação | 27 de Julho de 2013 às 15h05
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O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, garantiu ao governo russo que seu país não tem planos de pedir a pena de morte para Edward Snowden, o delator do projeto de espionagem praticado pelo governo norte-americano. O Huffington Post diz que uma carta datada de terça-feira (23) foi enviada pelo procurador-geral ao ministro russo da Justiça, Aleksandr Konovalov.

A carta diz ainda que as acusações criminais não são passíveis de pena de morte, e que o país não vai exigir a sua execução. O ex-prestador de serviços da NSA foi acusado de três crimes nos EUA, incluindo espionagem, e pode pegar até 30 anos de prisão se for condenado. Ao pedir asilo temporário à Rússia, Snowden disse que se fosse devolvido aos Estados Unidos, ele seria torturado e poderia enfrentar a pena de morte.

Quando Snowden chegou ao Aeroporto Internacional de Moscou, há mais de um mês, ele simplesmente queria pegar um voo direto para Cuba e depois seguir para a Venezuela, onde iria em busca de asilo. O que ele não esperava era ter seu passaporte cancelado nesse meio tempo. O procurador-geral explicou que, apesar da revogação do seu passaporte, Snowden ainda é um cidadão norte-americano e é totalmente elegível para receber um passaporte limitado com direito a retornar para seu país.

Bruce Fein, um advogado que representa o pai de Edward Snowden, criticou a carta de Holder. "Hoje o procurador-geral declarou – aparentemente pensando que seria um conciliador – que, se Edward Snowden voltasse para os Estados Unidos, ele não seria morto ou torturado. Essas são concessões apenas na mente de alguém que está sendo muito preconceituoso", disse Fein. O advogado ainda acrescentou que um promotor de justiça imparcial teria dito que Snowden tem direito à presunção de inocência e que ele iria garantir um julgamento justo.

Preso no aeroporto

Desde que deixou Hong Kong, China, no dia 23 de junho, Edward Snowden se abriga em um território de trânsito do Aeroporto Sheremetyevo em Moscou, Rússia. Em meio a pedidos de casamento, indicação para o Prêmio Nobel da Paz e uma vida digna de filme de Hollywood, Snowden vive uma situação realmente complicada. Sem poder deixar a área de trânsito do aeroporto, ele aguarda o resultado final do processo burocrático que deve resultar na emissão de um documento que lhe permitirá sair de lá e entrar em território russo temporariamente.

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