Espionagem dos EUA se estende por toda a América Latina, afirma jornal

Por Redação | 09 de Julho de 2013 às 16h33
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A rede de espionagem PRISM conduzida pelos Estados Unidos e revelada pelo ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA), Edward Snowden, não centrou-se apenas no Brasil, mas também atingiu diversos países da América Latina, como revela nova reportagem do jornal O Globo publicada nesta terça-feira (9).

O jornal publicou novos documentos que detalham a ação e magnitude do esquema de espionagem eletrônica do governo norte-americano, informando que países como Brasil, México e Colômbia foram os principais alvos do monitoramento. Outro aspecto importante revelado pelos novos documentos mostram que os Estados Unidos "não se interessam apenas por assuntos militares", mas também por "segredos comerciais".

Com base nessa informação, o programa PRISM dirigiu seu monitoramento para os setores de petróleo, na Venezuela, e energia, no México, bem como os movimentos das FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A reportagem afirma que países como Argentina, Venezuela, Equador, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Paraguai, Chile, Peru e El Salvador também foram monitorados pela NSA.

A reportagem de O Globo também apresenta mapas da NSA com os países mais espionados e colocam Brasil, México e Colômbia no mesmo patamar do Iraque, ou seja: de interesse geopolítico para os Estados Unidos. E, assim como existiu uma "base de espionagem" em Brasília, capitais como Bogotá, Caracas, Cidade do Panamá e Cidade do México também tiveram as suas bases, que teriam funcionado até 2002.

A Colômbia é indicada nos mapas da agência de inteligência norte-americana como um país que possui "uma aliança militar com os Estados Unidos" sem comparação com outros países latino-americanos e por isso se torna "uma área privilegiada para as agências norte-americanas, como a NSA".

"Vamos apresentar proposta à Comissão de Direitos Humanos da ONU, uma vez que um dos preceitos fundamentais é a garantia da liberdade de expressão, mas também de direitos individuais, principalmente o da privacidade, aliás garantido em nossa Constituição", afirmou a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (8).

A Polícia Federal abriu um inquérito policial para investigar o caso de espionagem dos Estados Unidos no Brasil, atendendo à solicitação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e com a autorização do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) também começou a apurar se as teles forneceram qualquer tipo de informação dos usuários brasileiros ao governo norte-americano.

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